terça-feira, 30 de novembro de 2010

MELCHIOR PALYI O PROFETA DA DESGRAÇA ACTUAL 70 ANOS ANTES

Décadas antes nunca ninguém tinha ouvido falar de um derivado de hipoteca, um economista chamado Melchior Palyi previu as principais causas da crise financeira 2008-2009, com precisão o que faz com que o leitor moderno fique de cabelos em pé.
Os seus avisos ajudaram a explicar porque os investidores insistem em confiar nos porteiros do mercado que sabem ser falíveis, como os formuladores de políticas, reguladores e as empresas de classificação de crédito.
As sementes dos problemas de hoje foram plantadas há muito tempo, e a sua história esquecida encerra lições importantes. Em 1936, como parte das reformas no âmbito da nova lei bancária, o governo dos EUA determinou que os bancos com regulação federal não podiam mais manter títulos que não fossem classificados como grau de investimento por pelo menos duas empresas de ratings.
Para determinar como implementar a nova política, o governo lançou um massivo projecto com os especialistas do Federal Deposit Insurance Corp, o National Bureau of Economic Research e da Works Progress Administration para estudarem como as classificações de crédito deviam ser usadas.
Sr. Palyi, então professor na Universidade de Chicago, era um céptico desde o início. Olhando para trás em 1920, descobriu que o grau de investimento de títulos faliu com frequência alarmante, muitas vezes no mesmo ano em que foram classificados. Em média, ele mostrou, que num banco a que se seguiram as novas regras iria acabar com um terço da sua carteira de obrigações e entrar em incumprimento.
O assunto era tão confiável que seria "ainda mais responsável", disse Palyi, "pararem a publicação de avaliações completamente." Ficou especialmente incomodado que a nova regulamentação bancária ligada à responsabilidade pela segurança de crédito de banqueiros e até mesmo reguladores de banco pelas empresas de ratings.
"De lá", avisou, "terá de ser deslocado novamente para outra pessoa", presumivelmente os contribuintes. A liquidez argumentou o Sr. Palyi, foi sendo substituída por aquilo que ele desdenhosamente chamados de "shiftability,” um novo tipo de risco que poderia algum dia "ser ampliado em dimensões catastróficas".
Em resposta às suas críticas, os investigadores do governo ao estudarem como aplicar as avaliações de títulos mudaram de método para o cálculo do rendimento de títulos com grau de investimento.
Desde 1930, mais de 150 leis e regulamentos surgiram e exigem aos bancos, corretoras, seguradoras, planos de pensão e fundos do mercado monetário para deterem títulos considerados de grau de investimento pelas agências de rating. Um estudo divulgado em 2007, na véspera da crise financeira, constatou que 76% dos gestores de fundos não vai investir em títulos a seguir depois das notações de crédito determinadas, apesar de menos de um terço deles pensar que era "uma estratégia de investimento boa."
Na esteira da crise, a Fitch, Moodys e Standard & Poor's, hoje grandes empresas de rating, todas disseram que tomaram medidas para melhorarem a transparência e a fiabilidade das suas notações e que ninguém deve usar as notações de crédito como a principal base para uma decisão de investimento.
Quem foi Palyi Melchior? Nascido na Hungria em 1892, tornou-se economista-chefe do Deutshe Bank, fluente em pelo menos quatro línguas e dotado de um senso de humor, o Sr. Palyi foi o principal conselheiro económico do banco central alemão durante a reestruturação financeira da Alemanha após a hiperinflação dos anos 1920. Em 1933, quando Hitler chegou ao poder, o Sr. Palyi fugiu para os EUA e morreu em 1970.
O Sr. Palyi alertou em 1938 que um impulso em direcção à casa própria universal iria "fazer a população fixar-se ao solo" e "sobrecarregá-la com os custos da habitação." Isto previu ele, seria limitar a mobilidade dos trabalhadores americanos, ajudando a explicar o porquê do desemprego ser teimosamente tão alto hoje.
Ele também fez pouco do que hoje é chamado de "flexibilização quantitativa", caracterizando-a como "uma espécie de Pai Natal para o sistema económico" que pode levar a "inflação galopante" e também a uma concentração de muito poder em poucas mãos. Os investidores ao acumularem hoje acções com base na festa da Reserva Federal de comprar títulos mais recentes não devem ficar muito convencidos.
O Sr. Palyi gostava de dizer que, mais cedo ou mais tarde, muito crédito sempre transforma -se num gigante de débito com os devedores a explodirem sob a carga de juros crescentes. Isso é um aviso em que qualquer país faria bem em prestar atenção.
Artigo retirado do wall street journal



segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PORTUGAL DEVE CONSIDERAR RESGATE

O economista Nouriel Roubini diz que Portugal deve considerar pedir uma ajuda antes da sua situação financeira agravar-se. O professor de economia na Universidade de Nova York que previu a crise financeira, disse que é" altamente provável " Portugal vir a necessitar de assistência internacional. Existem fundos amplos para escorarem Portugal, um dos mais pequenos países da zona do euro, que contribui com menos de 2 por cento do produto interno bruto do grosso bloco de 16 nações.
Portugal está-se a aproximar "de um ponto crítico" devido à sua carga de elevado endividamento e crescimento fraco. Comentou também que a vizinha Espanha, a quarta maior economia da Europa, é "grande demais para ser resgatada."

domingo, 28 de novembro de 2010

POSSIVEL CHOQUE DE "COMMODITIES" RISCO DE INFLAÇÃO

O aumento da inflação nos mercados emergentes, conjugada com um aumento acentuado dos preços das commodities, podem prejudicar as economias desenvolvidas, porque as empresas lutam para manter baixo o incremento de custos.
"Eu acho que é a questão mais importante que nós enfrentamos hoje no mercado", disse Philipa Malmgren, presidente da Principalis Asset Management. "Temos a inflação rasgando através dos mercados emergentes. Isso vai pressionar o incremento de custos para cima de toda a produção estabelecida ocidental". A Reserva Federal comprometeu-se a injectar mais $600 biliões de dólares na economia, através da compra de títulos datados de longa duração do governo, numa tentativa de estimular o crescimento. Mas a liquidez gerada pela flexibilização quantitativa do Fed não significa necessariamente liquidez adicional para a economia interna dos EUA, disse Hans Redeker, chefe global de estratégia de câmbio do BNP Paribas.
"O que acontece se você cria dólares, é que esses dólares não ficam nos Estados Unidos. Então você tem um movimento de uma onda de liquidez em dólares, para por exemplo, o mercado imobiliário de Hong Kong ". "Nós estamos nos EUA a criar uma liquidez em dólares nos locais errados do mundo."
Esta liquidez pode ter um impacto negativo nas economias dos mercados emergentes devido às suas pressões inflacionárias, disse Redeker. Estas pressões serão transferidas para os países desenvolvidos, onde algumas empresas podem passar os custos através de preços mais elevados aos consumidores, e isso não é necessariamente bom para a economia global, porque os consumidores têm de pagar mais, disse Malmgren.
O impacto da inflação emergente pode ser configurado para intensificar-se devido a um potencial "choque das commodities", segundo Laurent Bilke, director de estratégia global da Nomura.
Os preços das commodities, como a agricultura e materiais industriais tendem a subir, colocando pressão sobre os lucros corporativos, assim como o dos indivíduos. "É de certa forma um choque de produtividade das empresas e um choque que irá atingir o rendimento real das famílias". Os bancos centrais do mundo desenvolvido serão colocados numa posição difícil, pois eles irão ser confrontados com crescimento lento e aumento da inflação, acrescentou.
O dinheiro Ocidental poderá estar a adicionar problemas aos investidores que estão ansiosos para lucrarem com a história do crescimento emergente, disse Philip Poole, chefe global de macro e estratégia de investimento no HSBC Global Asset Management. "Há um risco de fabrico da inflação noutros lugares e, em seguida, importar de volta".
Há três fontes principais de pressões inflacionárias em muitos países emergentes, de acordo com Poole. O primeiro é a inflação dos preços dos alimentos, depois o efeito da "intervenção cambial não esterilizada", que é quando os bancos centrais tentam reduzir a oferta de uma determinada moeda, numa tentativa de criarem impacto na taxa de câmbio e o terceiro é o crescimento dos salários. O aumento da inflação provavelmente vai causar nos mercados emergentes um aumento das taxas de juro nos bancos centrais como luta para arrefecerem as suas economias em expansão, acrescentou Poole.
"O problema, claro, é que a subida das taxas, enquanto o Fed e outros bancos centrais do mundo desenvolvido estão em espera só aumenta o diferencial de juros e o continuar dessas moedas emergentes".
“Este potencial suga a liquidez adicional do mundo desenvolvido, onde (flexibilização quantitativa) e uma saliência deflacionária continuam a empurrar os investidores para activos e moedas emergentes”. Quanto mais dinheiro bombeia a Reserva Federal para a economia, os investidores mais vão usá-lo para apostarem no crescimento dos emergentes, o que agrava o problema, acrescentou. A tendência de investimento do Ocidente para o Oriente não mostra nenhum sinal de desaceleração. "Alguma liquidez do Ocidente está a encher esses mercados". O Sensex (bolsa indiana) mais do que duplicou de valor desde o último ano observado em Março de 2009.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PORTUGAL CONTINUA DEBAIXO DE PRESSÃO APÓS AJUDA FINANCEIRA À IRLANDA


O resgate da União Europeia da República da Irlanda pode dar alívio a curto prazo aos mercados, mas apesar das esperanças da zona do euro, não pode impedir os mercados de empurrarem também Portugal para obter assistência da UE, a menos que uma solução mais geral seja encontrada em breve.
No domingo passado, a Irlanda recebeu da UE e do Fundo Monetário Internacional um pacote de ajuda financeira para cobrir as suas necessidades fiscais e potenciais necessidades de capital futuro do seu sistema bancário.
Os Ministros das Finanças da UE apoiaram o pedido de auxílio, que uma fonte da UE calcula de 80-90 mil milhões de euros, para parar as preocupações do mercado sobre a dívida da Irlanda e que se espalhe para outros países com grandes lacunas no orçamento, como Espanha e Portugal, ameaçando uma crise sistémica.
"Será que vai impedir o contágio? No curto prazo sim, mas não no médio prazo. Ele só acalma os mercados e dá a outros países algum tempo para respirarem. Portugal particularmente não está fora de perigo ainda", disse Carsten Brzeski, economista na ING.
As origens dos problemas da dívida da Irlanda e Portugal são diferentes - Irlanda teve problemas porque teve que ajudar o seu sector bancário, atingido pelo colapso do mercado imobiliário, enquanto Portugal está a sofrer de baixo crescimento e de falta de competitividade. Mas o resultado final foi semelhante - uma dívida que o mercado vê como difícil de carregar. O problema subjacente à desconfiança do mercado da dívida de alguns países da zona euro só pode ser resolvido com uma solução rápida e detalhada de todos os países da zona euro, em vez de uma abordagem fragmentada, disseram os economistas.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

HENRIQUE NETO- SÓCRATES É UM VENDEDOR DE AUTOMOVÉIS DOS PIORES

Porque é que tem pó ao Sócrates?
Uma vez, fui a um debate em Peniche, conhecia o Sócrates de vista. Isto antes do Governo Guterres. Não sabia muito de ambiente, mas tinha lido umas coisas, tinha formado a minha opinião. O Sócrates começou a falar e pensei: "Este gajo não percebe nada disto". Mas ele falava com aquela propriedade com que ainda hoje fala, sobre aquilo de que não sabe [riso]. Eu, que nunca tinha ouvido o homem falar, pensei: "Este gajo é um aldrabão, é um vendedor de automóveis". Ainda hoje lhe chamo vendedor de automóveis.
Esse é um dos nomes mais simpáticos que lhe chama, chama-lhe outros piores.
Quando se pôs a hipótese de ele vir a ser secretário-geral do PS, achei uma coisa indescritível. Era a selecção pela falta de qualidade. O PS tem muita gente de qualidade. Sempre achei que o PS entregue a um tipo como o Sócrates só podia dar asneira.
Nos últimos tempos, a sua voz é das mais críticas no PS, e o desdém com que fala dele faz-me perguntar se a questão tem uma raiz emocional?
Faço uma explicação: gosto muito de Portugal - se tiver uma paixão é Portugal - e não gosto de ninguém que dê cabo dele. O Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto. Entre o mal que faz e o bem que faz, com o Sócrates, a relação é desastrada. O Soares também fez muito mal ao País, mas também fez muito bem; se calhar até fez mais bem do que mal.
A maneira como se envolve e se empenha cada vez que fala de Sócrates, faz perceber que há ali uma motivação que é epidérmica, que não é uma coisa só racional.
Não. Há caras de que gostamos mais e outras menos, mas não me pesa assim tanto. Além do facto de que estou convencido de que ele não é sério, também noutros campos. Conheci a vida privada do Sócrates, ele casou com uma moça de Leiria, de quem conheço a família. Sou amigo do pai dela, que foi o meu arquitecto para a casa de São Pedro de Moel. Esta pequena decoração que vê aqui [em casa] foi feita pela cunhada do Sócrates. Às vezes compro umas pinturas que a mãe delas faz. Nunca fui próximo da família, mas tenho boas relações. Não mereciam o Sócrates. Portanto, sei quem é o Sócrates num ambiente familiar. Sei que é um indivíduo que teve uma infância complicada, que é inseguro por força disso, que cobre a sua insegurança com a arrogância e com aquelas crispações. Mas um País não pode sofrer de coisas dessas.
Permite-se dizer todas as coisas que diz acerca de Sócrates porque tem esta idade e porque tem o dinheiro que tem?
Não tenho muito dinheiro.
Há essa ideia, sobretudo depois de ter vendido a sua participação na Iberomoldes?
Quase dei. Não queria morrer empresário. Tenho para ir vivendo, não tenho assim tanto dinheiro. Também não posso ser tão inocente... O problema é que também estava convencido de que a indústria portuguesa vai toda para o galheto. Com os erros que estamos todos a cometer, só por milagre é que algum sector vai sobreviver. Se estou convencido disso o melhor
é não fazer parte do problema, especialmente nesta fase da minha vida. Tenho a minha independência económica.
Não depende?
Sempre fui assim. Escrevi uma carta ao Guterres, que foi publicada, em que lhe disse coisas que digo do Sócrates.
Porque é que não quis acabar empresário?
Porque ser empresário hoje é ser herói. Já não tenho idade para ser herói. A economia portuguesa não está assim por acaso.
É o seu projecto de vida. Porque é que não quis continuar a trabalhar nisso que foi a sua vida?
O meu pai mudou de vida várias vezes. Por exemplo, emigrou para trabalhar na Alemanha com quase 70 anos e não foi por estar com fome. Devo ter alguma coisa da irrequietude do meu pai. Por outro lado, trabalhei e descontei para a Segurança Social durante 59 anos, sinto que cumpri a minha obrigação com o País. Fiz coisas interessantes, o grupo Iberomoldes é um grupo empresarial muito estimulante e inovador; mas tudo na vida tem um princípio e deve ter um fim. Éramos dois sócios com 50% cada - o que nem sempre é fácil - e na fase final da sociedade fui confrontado com alguns problemas inesperados que me desagradaram e de que só tomei conhecimento demasiado tarde. Tudo junto, e porventura o facto de já não ser novo, fez-me decidir pela reforma.
É assim em relação a Portugal e ao socratismo? Tem essa veia verrinosa, gosta de apontar o que está mal feito?
Não tinha essa veia verrinosa, mas acho-a útil. Adoro a crítica. O Dr. Vareda ensinava-nos nos livros lá da biblioteca que tínhamos de ser críticos de nós próprios, dos outros, da sociedade, mas com inteligência. E ver os pontos fracos.

Estudei um pouco da história portuguesa, nomeadamente dos Descobrimentos; fizemos erros absurdos. Um dos erros é deixarmo-nos enganar, ou pelos interesses, ou pela burrice. O poder, os interesses e a burrice é explosivo. Descambámos no Sócrates, que tem exactamente estas três qualidades, ou defeitos: autoridade, poder, ignorância. E fala mentira. Somos um País que devia usar a inteligência e o debate para resolver os problemas, e temos dirigentes que utilizam a mentira e evitam o debate.
Apesar da discordância, continua ligado ao PS.?
A última comissão política do PS foi feita no dia em que o Sócrates anunciou estas medidas todas. Convocou a comissão política depois de sair da conferência de imprensa, para o mesmo dia, à última da hora, para ninguém ir preparado - primeira questão. Segunda questão, organizou o grupo dos seus fiéis para fazer intervenções umas a seguir às outras, a apoiar, para que não houvesse vozes discordantes. A ideia dele era que o Partido Socialista apoiasse as medidas. Fez medidas tramadas, toda a gente sabe. O mínimo era que o partido as apoiasse. Mas não falou antes. Depois o Almeida Santos fez aquilo que faz sempre: uma pessoa pode inscrever-se primeiro, mas o Almeida Santos só dá a palavra a quem acha. Os que acha que vão dizer o que não quer que digam, só vêm no fim. E no fim: "Isto está tarde, está na hora de jantar". Isto é uma máfia que ganhou experiência na maçonaria.
O Arq. Fava é maçónico, o Sócrates entrou por essa via, e os outros todos. Até o Procurador-Geral da República. Utiliza-se depois as técnicas da maçonaria - não é a maçonaria - para controlar a sua verdade.
Os sucessivos governos, este em particular, pintam uma imagem cor-de-rosa da economia portuguesa. Isto é enganar as pessoas sistematicamente. Depois aparecem críticos como o Medina Carreira ou eu a chamar a atenção para a realidade do País - chamam-nos miserabilistas! E quando podem exercem pressão nos lugares onde estão esses críticos e se puderem impedir a sua promoção ou acesso aos meios de informação, não hesitam.
Isto era o que se passava antes do 25 de Abril, agora passa-se em liberdade, condicionando as pessoas, e usando o medo que têm de perder o emprego. José Sócrates, na última Comissão Política do PS, defendeu a necessidade das severas medidas assumidas pelo Governo, mas também disse que era muito difícil cortar na despesa do Estado porque a base de apoio do PS está na Administração Pública. Disse-o lá, e pediu para isso a compreensão dos presentes. Não tenho nada contra José Sócrates. Se ele se limitasse a ser um vendedor de automóveis, ser-me ia indiferente. Mas ele é o primeiro-ministro e está a dar cabo do meu País. Não é o único, mas é o mais importante de todos.

Parte da entrevista de Anabela Mota Ribeiro no Jornal Económico

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GRÉCIA NECESSITA DE DEFLAÇÃO PARA SER SALVA

A Grécia deve passar por um período de deflação para voltar a ser competitiva e garantir um crescimento sustentável, disse John Sfakianakis, economista-chefe do grupo Banque Saudi Fransi. Na Grécia a falta de competitividade é uma questão importante que não está sendo tratada e, juntamente com a dívida emergente, poderia parar o retorno do país a um crescimento considerável.
"Agora em Atenas o café está a ir para 4 €, por isso você não pode ter uma economia competitiva quando todos estão a cobrar um braço e uma perna. Economia deflacionária tem que se instalar para que a Grécia possa se tornar competitiva". A Grécia anunciou recentemente que iria tomar mais medidas de austeridade para assegurar que cumpre metas do corte do deficit em 2011, depois que ela admitiu que vai perder a meta deste ano no âmbito do seu programa de resgate com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
A dívida grega deve subir para 153% do PIB no próximo ano, actualmente está em 143%. "Se você tem esse tipo de dívida e vai subir, a recessão na Grécia vai continuar até 2012, então você tem um grande problema", disse Sfakianakis.
Enquanto isso, o governo tem problemas com as receitas fiscais, porque o lucro tributável das empresas está a diminuir. Além disso, ele ainda está para se familiarizar com a cobrança de impostos eficaz e correcta ", acrescentou. "Na Grécia, provavelmente o passatempo de todos os gregos é evitar os impostos, e o governo não será capaz de o gerir a curto prazo para corrigir esse problema".
Mas Sfakianakis acrescentou que a Grécia está em melhor situação por ter sido o guarda-chuva dentro da UE e da zona euro.
A crise da dívida que ocorreu na União Europeia é, em parte devida a uma crise de liderança na região e uma gestão adequada poderia ter evitado o pior dos problemas. "No cerne deste problema há uma crise de liderança na UE. Os alemães têm que ser "muito cuidadosos" com a sua retórica sobre a crise, disse ele referindo-se a fazer comentários da chanceler Angela Merkel no início desta semana. Merkel disse que alguns dos custos de resgatar os países em risco de incumprimento deve recair para os detentores dos títulos da dívida pública. O movimento nesse sentido provocou um aumento dos juros das obrigações para os países da periferia da zona euro, com os investidores a recuarem perante a possibilidade de levarem um corte. A liderança pobre não é o único problema que afecta países como a Grécia e a Irlanda. As duas economias estão a sofrer de vários problemas económicos. "Na Irlanda (é) uma crise dos bancos e do sector privado, alavancados, excessivamente e na Grécia é a crise do Estado. O estado é muito exagerado, muito ineficaz, e incapaz de gerir os problemas que eles têm", afirmou.

domingo, 21 de novembro de 2010

OS ESCRAVOS DO DINHEIRO

Numa escravatura moderna os escravos constroem a sua própria casa, alimentam-se a eles próprios e á sua família deixando de ser essa uma preocupação dos seus donos. Os donos das suas dívidas.
Como nasce o dinheiro.
O dinheiro é produzido pela Casa da Moeda com ordem do Banco Central Europeu que analisa o mercado para saber se existe procura por moeda levando em consideração diversos factores sendo o mais importante deles a inflação. E depois de "fabricar" moeda o Banco Central vende as mesmas para os bancos privados através de um leilão, onde a única cobrança do Banco Central pelas notas e moedas fabricadas são juros sobre o valor das mesmas.
Também existe a "moeda bancária", que é uma espécie de "moeda virtual" que os bancos através de suas facilidades, como cartão de crédito ou cheque, acabam criando ao longo de suas movimentações financeiras, porem esse tipo de moeda criada pelos bancos é limitada pelo Banco Central através do redesconto.
Fonte: qualquer bom livro de macroeconomia...
Aparentemente não há qualquer problema com este conceito mas... aconselho a ver o vídeo para ficarem elucidados sobre o moderno conceito de escravidão humana sob a batuta do Banco Central Europeu aqui personificado como um banco central irmão a Reserva Federal ou FED. Devo também recordar que os bancos centrais são entidades privadas e independentes de sistemas políticos e judiciais, logo ninguém manda neles ou os pode julgar...
O meu concelho:
Limitar ao máximo a sua interacção com os bancos, quer seja em pedido de empréstimos quer seja em todo o tipo de depósitos. Aprenda a ter poupanças fora dos bancos e o seu ordenado converta em dinheiro e aprenda a viver com dinheiro no bolso. Minimize ao máximo o uso de multibanco e livre-se de cartões débito e de crédito.
Quando pagar pague a pronto nem que a taxa de juro seja de 0%!
Porquê?
Já alguém viu um banco a produzir alguma coisa?
No entanto todos têm consciência que são ricos e continuam a prosperar.
Todo o poder que eles detêm somos nós que lhes oferecemos com o nosso sangue suor e lágrimas.
O poder que eles detêm actualmente permite-lhes retirar a milhares de pessoas o fruto do trabalho de anos sem sequer um dia terem produzido uma nota sequer ou terem feito algo de produtivo para virem a ter direitos sobre a propriedade de terceiros.
Muitas pessoas ainda têm a noção errada que o dinheiro é do banco a mais pura das mentiras e das ingenuidades.
Os bancos vivem de ciclos económicos que basicamente alternam entre expansão e retracção.
Estes Srs. são estudiosos e com vastos conhecimentos em matemática e não andam a brincar ao mais ou menos.
Antes da crise financeira os bancos dispunham de crédito quase ilimitado para todos incitando o consumo, agora incitam á poupança e aos depósitos com taxas miseráveis.
O paradigma mudou para os bancos, agora os seus depósitos, a quem são cobradas taxas bancárias obscenas, estão a tapar os buracos criados pelo inevitável mal parado provocado pelo ultra endividamento e vão servir também para financiar a taxas mais altas os novos empréstimos a países emergentes. Os países emergentes estão numa outra fase do ciclo económico onde existe uma oportunidade real para os bancos de enriquecerem especulando com o trabalho dos outros, o tal outro lado da moeda está agora no Brasil, Angola, China, Índia.
E nós em Portugal e no mundo continuamos a alimentar os bancos...
http://video.google.com/videoplay?docid=-1459932578939373300#

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

EPAL! A POUCA VERGONHA!

A EPAL, empresa pública tutelada pelo Ministério do Ambiente, contratou em Junho deste ano, já em plena derrapagem das contas públicas, a cunhada do primeiro-ministro para assessora do conselho de administração. A admissão de Mara Mesquita Carvalho Fava, irmã de Sofia Fava (ex-mulher de José Sócrates), nos quadros da EPAL ocorreu após quase dois anos como trabalhadora da empresa a recibos verdes. A cunhada de José Sócrates terá um salário mensal bruto de 2103 euros, acrescido de 21,5% do ordenado por isenção de horário de trabalho.
O ingresso de Mara Fava nos quadros da EPAL foi revelado pelo próprio jornal da empresa: na edição de Junho de 2010 do 'Águas Livres', na coluna Movimento de Pessoal, indica-se que foram admitidas Mara Fava e Mariana Barreto Dias de Castro Henriques, mulher de Jorge Moreira da Silva, ex-secretário de Estado do Ambiente, ex-consultor do Presidente da República e vice-presidente do PSD.
A Comissão de Trabalhadores, em resposta ao CM, assume que o assunto "é falado entre os trabalhadores da EPAL e em termos nada abonatórios para os envolvidos directa ou indirectamente na sua admissão, assim como para a justificação do vencimento mais isenção de horário de trabalho".
COMENTÁRIO: Assessora de um assessor!!! 2103 + 452 (21,5%) = 2555 euros por mês. Para quem era precária....de um momento para o outro não é nada mau.
É para isto que servem os Institutos Públicos, Empresas Municipais, Fundações...
Eis a razão porque não as extinguem. É aqui que é roubado o nosso dinheiro para dar aos familiares dos politícos e outros parasitas da partidocracia.
Depois dizem que não há, onde cortar despesas! E que são necessários mais impostos e mais impostos...
Infelizmente a plutocracia está instalada neste PAÍS e os seus efeitos já se estão a começar a sentir.
OUTRO CASO NA EPAL
O funcionário envolvido na rescisão amigável é apontado como militante do PS e casado com uma socialista que trabalhará na federação da área urbana de Lisboa (FAUL), segundo o Correio da Manhã.
A Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL) vai pagar uma indemnização de cerca de 110 mil euros a um funcionário da empresa que exerce as funções de motorista.
Trata-se de uma rescisão amigável entre a empresa e o trabalhador fixada pelo dobro do previsto na lei.
Filipe Rodrigues vai receber três salários por cada ano de serviço, quando o que a lei estabelece é um mínimo de um salário e meio por cada ano de serviço.
Filipe Rodrigues entrou na empresa há 26 anos como servente, passou a lavador de carros e só mais tarde a motorista do presidente da EPAL.
A administração da empresa, contactada pelo Correio da Manhã, garante que a indemnização agora decidida, de cerca de 110 mil euros, é legal.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

FECHEM A RTP

SE ÉS PORTUGUÊS E GOSTAS DE PORTUGAL TENS O DEVER DE FAZER ALGUMA COISA. CHEGA DE SERMOS ALDRABADOS, ROUBADOS, GOZADOS.
CHEGA DE FALTAS DE RESPEITO POR QUEM TRABALHA.
O LUÍS NAZARÉ DISSE QUE BASTAVA QUE PRIVATIZASSEM A RTP PARA NÃO HAVER ESTA AVALANCHE DE CORTES NAS RECEITAS E AUMENTOS DE IMPOSTOS.
EM VEZ DISSO, O GOVERNO QUER AUMENTAR EM 30% A TAXA DE AUDIOVISUAL DEBITADA NA FACTURA DA EDP PARA PAGAR OS ORDENADOS MILIONÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS DA RTP, por ex:
Judite de Sousa: 15.000,00 EUR / mês x 14 meses
Catarina Furtado: 25.000,00 EUR / mês x 14 meses
Malato: 20.000,00 EUR / mês x 14 meses
O escritor: 16.000,00 EUR / Mês x 14 meses
O chefe de programação: 17.000,00 EUR / mês x 14 meses
etc., etc., etc..
Por outro lado um casal que tenha 1 filho e ganhe no seu conjunto 800,00 EUR mês retiram-lhe o abono de família.
Esta gente está no seu perfeito juízo?
E não culpem só o governo. O que é que a oposição tem a oferecer?
Submarinos? para defender o quê? a DÍVIDA?
Devem estar a gozar com a nossa cara. Até aqui pensaram que eramos todos estupidos. Agora pensam que somos parvos. O orçamento passou e a culpa é de todos os portugueses que deixam o país ser gerido por estes politicozinhos provincianos que nunca geriram nada, que não sabem nada, que levaram o país à falência, que fizeram leis para terem 2, 3 e 4 reformas e deixar o povo cada vez mais pobre. Hoje o desemprego atinge 6oo.o5o pessoas e a previsão é de continuar a aumentar.
ESTAMOS A VIVER A DITADURA DA DEMOCRACIA DE LADRÕES.
POLÍTICOS PORTUGUESES DEMITAM-SE.
VENDAM A RTP. FECHEM A RTP. NÃO NOS ROUBEM O PÃO NOSSO DE CADA DIA.
DEIXEM-NOS VIVER COM DIGNIDADE. DEIXEM VIVER OS NOSSOS FILHOS PORQUE TÊM ESSE DIREITO E NÃO HIPOTEQUEM O SEU FUTURO. Hoje os estudantes em Coimbra manifestaram-se contra o corte de bolsas de estudo, dando indicações o "governo" que qualquer dia só as familias mais abastadas é que poderão ter os filhos a frequentar o ensino superior. O que interessa neste momento é obter receita para agradar à UE mesmo que a condição de vida das pessoas piore.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

SATYAJIT DAS - A ERA DO GRANDE CRESCIMENTO ACABOU

O tempo quando as economias desenvolvidas cresceram a taxas elevadas está para trás e a próxima crise acontecerá quando as pessoas perceberem isso, disse Satyajit Das, especialista em derivados e autor de Traders, Guns & Money: conhecidos e os desconhecidos no deslumbrante mundo dos derivados.
Economistas estimam que nos EUA, o crescimento deverá rondar em média em torno dos 5%para garantir o emprego à medida que a população cresce, mas actualmente o crescimento está mais perto dos 2%. "O problema é que nos tornámos tão viciados em crescimento que não podemos viver sem ele". Enquanto os governos à volta do mundo tentam encontrar respostas para o dilema de baixo crescimento, guerras da moeda transformam-se em risco de guerras comerciais, e a flexibilização quantitativa pode não funcionar porque os bancos ainda não estão a emprestar dinheiro existindo bolhas em alguns mercados emergentes, explicou. "Acho que a grande crise virá quando as pessoas perceberem que você não está a ir para obter crescimento e inflação", acrescentou Dantas. Estamos a entrar numa era de baixo crescimento e isso vai criar um monte de fricção, alertou.
"Você tem que ajustar o seu pensamento e penso que os mercados geralmente não são bons em ajustar-se a um novo paradigma", disse Das. "Nós provavelmente estamos a rondar a negação, a raiva e provavelmente estamos a fazer um pouco de regateado."
Cortes de cabelo sobre a Dívida Europeia?
Vários países tentaram controlar as expectativas de comprar algum tempo antes que a verdade de baixo crescimento, vá surgir, e finalmente as pessoas vão se reconciliar com a ideia, acrescentou. Na Europa, o menor crescimento pode significar que os países periféricos da zona euro como a Grécia, Irlanda, Portugal ou Espanha, não poderá tirar utilidade da dívida na medida em que o seu produto interno bruto diminui ou permanece praticamente inalterada, de acordo com Dantas.
"O que os europeus têm tentado fazer, muito sensatamente, foi comprar um pouco de tempo". Os cortes de cabelo sobre a dívida começaram com os irlandeses, com a dívida subordinada de banco irlandês Anglo, e pode continuar com a dívida mais velha avisou. Os bancos na Europa, particularmente na Alemanha e França, têm vindo a levantar capital, porque ficaram donos das obrigações próprias dos países periféricos da zona do euro e "eles vão ter que fazer alguns cortes de cabelo". Imprimindo o dinheiro não servirá para impulsionar o crescimento, porque os bancos não emprestam o dinheiro que está a ser criado, preferindo em vez disso comprar títulos do governo dos EUA. "Para mim é como um jogo bonito de fluxos de caixa a circular. É um jogo de pura confiança que está a ser tocado". Os mercados acumularam muita expectativa em relação à flexibilização quantitativa e "quando isso acontece eles vão querer mais".

domingo, 14 de novembro de 2010

URBANO TAVARES RODRIGUES - COMO FOI POSSIVÉL?

Pertenço a uma geração que se tornou adulta durante a 2ª guerra Mundial. Acompanhei com espanto e angústia a evolução lenta da tragédia que duranmte seis anos desabou sobre a humanidade. Desde a capitulação de Munique, ainda adolescente, tive dificuldade em entender porque não travavam a França e a Inglaterra o terceiro Reich alemão. Pressentia que a corrida para o abismo não era uma inevitabilidade. Podia ser detida.
Em Maio de 1945, quando o último tiro foi disparado e a bandeira soviética içada sobre as ruinas de Reichstag em Berlim, formulei como milhões de jovens em todo o mundo a pergunta: Como foi possível?
Muitos leitores ficarão chocados por evocar, a propósito da crise Portuguesa, o que se passou na Alemanha a partir dos anos 30.
São outros o contexto histórico, os cenários, a dimensão das personagens e os efeitos.
Mas hoje também em Portugal se justifica a pergunta «Como foi possivel?».Sim. Que estranho conjunto de circunstâncias conduziu o País ao desastre que o atinge? Como explicar ao povo que foi sujeito da Revolução 25 de Abril tenha hoje como Primeiro-ministro, transcorridos 35 anos, uma criatura com José Sócrates? Como podem os Portugueses suportar passivamente há mais de cinco anos a humilhação de uma politíca autocrática, semeada de escândalos, que ofende a razão e arruina e ridiculariza o País perante o Mundo?
O descalabro ético socrático justifica outra pergunta: como pode um Partido que se chama Socialista (embora seja neo-liberal) ter desde o início apoiado maciçamente com servilismo, por vezes com entusiasmo,e continuar a apoiar, o desgoverno e depautérios do seu líder, o cidadão Primeiro-ministro?
Portugal caíu num pântano e não há resposta satisfatória para a permanência no poder do homem que insiste em apresentar um panorama triunfalista da política reaccionária responsavél pela transformação acelarada do País numa sociedade parasita, super endividada, que consome muito mais do que produz.
Pode muita gente concluir que exagero ao atribuir tanta responsabilidade pelo desastre a um indivíduo. Isso porque Sócrates é, afinal, um instrumento de grande capital que o colocou á frente do Executivo e do imperalismo que o tem apoiado. Mas não creio neste caso empolar o factor subjectivo.
Não conheço precedente na nossa História para a cadeia de escândalos maiúsculos em que surge envolvido o actual Primeiro-ministro.Ela é tão alarmante que os primeiros, desde o mistério do seu diploma de engenheiro, obtido numa universidade fantasmática( já encerrada), aparecem já como coisa banal quando comparada com as mais recentes.
É afinal um escândalo velho, que o Presidente do Supremo Tribunal e o Procurador-geral da República tentaram abafar, mas que retomou actualidade quando um semanário divulgou excertos de escutas do caso Face Oculta.
Alguns despachos do procurador de Aveiro e do juiz de instrução criminal do Tribunal da mesma comarca com transcrições de conversas telefónicas valem por uma demolidora peça acusatória reveladora da vocação liberticida do governo de Sócrates para amordaçar a Comunicação Social.
Desta vez o Primeiro-ministro ficou exposto sem defesa. As vozes de gente sua articulando projectos de controlo de uma emissora de televisão e do afastamento de jornalistas incómodos estão gravadas. Não há desmentidos que possam apagar a conspiração.
Um mar de lama escorre dessas conversas, envolvendo o Primeiro-ministro. A agressiva tentativa de defesa deste afunda-o mais no pântano. Impossibilitado de negar os factos, qualifica de «infame» a divulgação daquilo a que chama »conversas privadas».
Basta recordar que todas as gravações dos diálogos telefónicos de Sócrates com o banqueiro Vara, seu ex-ministro foram mandadas destruir por decisão (lamentavél) do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, para se ter a certeza de que seriam muitíssimo mais comprometedoras para ele do que as «conversas privadas» que tanto o indignam agora, divulgadas aliás dias depois de, num restaurante,ter defendido, em amena «conversa» com dois ministros seus, a necessidade de silenciar o jornalista Mário Crespo da SIC Notícias.
Não é apenas por serem indesmentíveis os factos que este escândalo difere dos anteriores que colocaram José Sócrates no banco dos réus do Tribunal da opinião pública.
O cidadão José Sócrates tem mentido repetidamente ao PAÍS, com desfaçatez e arrogância, exibindo não apenas a sua incompetência e mediocridade,mas, o que é mais grave, uma debilidade de caractér incompatível com a chefia do Executivo.
Repito: como pode tal criatura permanecer como Primeiro-ministro?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ANGELA MERKEL AVISA CONTRA O PROTECCIONISMO

O maior perigo que enfrenta a economia global é um retorno ao proteccionismo comercial, disse Angela Merkel, chanceler alemã, antes da reunião desta semana dos líderes mundiais em Seul. Em entrevista ao Financial Times, Merkel sugeriu que a China deve ser persuadida com "factos e valores de referência" para definir uma "taxa de troca justa" para o yuan, ao contrário de ser atacada por causa da sua política cambial.
As taxas de câmbio devem reflectir o dinamismo da economia de um país. Ao mesmo tempo, rejeitou uma proposta dos EUA para definir metas específicas para os níveis máximos de excedentes da balança de pagamentos e défices como "muito estreitamente concebida". A Alemanha tem sido atacada pelo tamanho do seu superávit comercial. "Eu não acho de muito equilíbrio os pagamentos de objectivos quantificados". "Não é apenas uma questão de taxas de câmbio, mas também uma questão de competitividade. Expressou a sua preocupação com os novos exemplos de barreiras comerciais não-tarifárias a ser erguida pelos membros dos G20, incluída na legislação do Congresso nos EUA, e outras tentativas de tornar o acesso ao mercado mais difícil. O maior perigo que nos ameaça é o proteccionismo, e ainda não estamos a tomar as medidas suficientes para garantir verdadeiramente o livre comércio.
Merkel teve o cuidado de equilibrar as suas críticas aos EUA e a China, defendendo as vitórias do G20 para evitar que a crise económica global se transforme numa crise prolongada. Se todos os Estados membros concordaram em implementar as últimas do acordo de Basileia sobre as novas regras para a capitalização de bancos, "nós criamos um mecanismo de prevenção de uma verdadeira crise". Alertou que mais trabalho era necessário em medidas a tomar para regular os bancos que são "demasiado grandes para falirem". "Isto continua a ser uma tarefa importante para 2011."
A longo prazo, disse ela, o G20 deve ser desenvolvido numa instituição duradoura, uma tarefa que cairá para a França quando ela assumir a presidência do grupo na Coreia do Sul após a Cimeira de Seul. A Alemanha está trabalhando com a França para colocar medidas de coordenação monetárias para arrefecer a especulação nos mercados de commodities no topo da agenda dos G20 no próximo ano.
Merkel defendeu os planos do seu governo para arrefecer o seu estímulo económico com o financiamento público a partir de 2011, dizendo que uma discussão de estratégias de saída era necessária para todos os membros dos G20. Berlim tem sido criticada, especialmente nos EUA, por impor medidas de austeridade excessivas.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

FLEXIBILIZAÇÃO DA RESERVA FEDERAL PODE SIGNIFICAR QUEDA DE 20% DO DÓLAR

O dólar está em perigo de perder 20 por cento do seu valor ao longo dos próximos anos se a Reserva Federal continuar a não convencional flexibilização da política monetária, disse Bill Gross da Pimco, gestor do maior fundo mútuo mundial. "Eu penso que uma queda de 20 por cento do dólar é possível",acrescentando também que o peso do valor da moeda é uma consideração importante para os investidores. "Quando um banco central imprime triliões de dólares ao revés, quando isto não é necessário o que vai fazer em termos de quantidade, é uma degradação do dólar em termos de oferta numa base global ".
O Fed provavelmente irá começar um novo ciclo de flexibilização da política monetária, ao anunciar um plano para comprar pelo menos $ 500 biliões de dólares em títulos de longo prazo. Esta política não só produz mais dólares, mas também reduz o rendimento que os investidores ganham com eles e faz com que o estrangeiro, que é o elo fundamental para as moedas, estejam menos dispostos a manter dólares a preços correntes na forma actual ", acrescentando.
Em certa medida, é isso que o Departamento do Tesouro e do Fed ", em combinação" querem, disse Gross, que dirige a 252,000 milhões dólares do Fundo de retorno total e fiscaliza mais de US $ 1,1 triliões, oficial de investimento co-chefe.
"O problema fundamental aqui é que o nosso trabalho e o desenvolvimento da economia são incompatíveis e a China pode fazê-lo muito mais barato". Muitos americanos acreditam que o governo chinês está a manipular a sua moeda e com o efeito a roubar empregos americanos e a lançar os EUA no maior agravamento de sempre do seu défice comercial. Este é um subproduto de uma economia globalizada. "É uma economia globalizada feita por nós durante os últimos 20-30 anos. Encorajámos tudo isso, mas está a voltar para assombrar-nos. Na dimensão disto em que o trabalho chinês, o trabalho vietnamita, o trabalho brasileiro, o trabalho mexicano, de onde isto é proveniente o trabalho está fora de competição e mantém a nossa economia em baixo"."Uma das maneiras para nos vingarmos, por assim dizer, ou para obter o equilíbrio, é desvalorizarmos a moeda mais rápido do que qualquer outra pessoa pode. É um choque, porque o dólar é moeda de reserva mas na medida em que isso é uma condição necessária para o reequilíbrio da economia global ao longo do tempo, então é para onde vamos. "

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O NOSSO PAÍS

http://sorisomail.com/email/40798/a-anedota-em-que-se-transformou-o-nosso-pais.html

A NOSSA "QUERIDA" AMIGA DÍVIDA

Segundo o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, a entidade que tem a responsabilidade de gerir a tesouraria da dívida pública nacional, a dívida Nacional situa-se em cerca de 147,747 mil milhões de euros em 31Set2010, representando cerca de 86% do PIB. Por outras palavras cada português deve cerca de 14 mil euros, para uma população de 10,6 milhões de habitantes em Portugal.
No Jornal de Noticias edição de 9Nov2010 Portugal ocupa a sexta posição nas dívidas públicas com maior risco no mundo medida num instrumento financeiro, chamado Credit Default Swaps (CDS) com o valor em pontos base de 464,76 ocupando a Venezuela (o nosso parceiro comercial) o primeiro lugar no TOP com 991,05 pontos e a Islândia (bancarrota) o décimo lugar com 273,05 pontos. A Grécia está na segunda posição com 865,18 e a Irlanda na quarta com 698,04 pontos base respectivamente. Por cada mil milhões de dívida contraída estamos a pagar num prazo de dez anos 6,8% de juro a quem está disposto a comprar a nossa dívida (BCE, bancos de países do euro, investidores, fundos bancários constituídos para o efeito) o que equivale a 68,6 milhões de euros.
Face ao exposto que alternativa tem o nosso querido PORTUGAL com défices correntes existentes de pagar o que deve?
Como o dinheiro é dívida, praticamente no mundo inteiro excepto na China.
Só temos cinco opções:
- Saímos do Euro
- A União Europeia acaba ou cria uma nova moeda para os PIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha).
-Alguma da nossa dívida é perdoada.
- Produzimos mais e não temos défice, reduzindo-a progressivamente.
- Não pagamos a dívida e os nossos credores executam a penhora e ficam com o que lhes mais interessar em Portugal.
TRISTE DESTINO NOS ESPERA SE NÃO LUTARMOS CONTRA ISTO, PORQUE SÃO AS NOSSAS VIDAS QUE VÃO ESTAR EM CAUSA E A DOS NOSSOS FILHOS.MEUS AMIGOS PREPAREM-SE PARA A ÉPOCA MAIS COMPLICADA DA NOSSA HISTÓRIA.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A ROUBALHEIRA DAS COMISSÕES BANCÁRIAS

(Esta carta foi direccionada ao banco BES, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras.)
Exmos. Senhores Administradores do BES
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litro de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal?
Pois, ontem saí do BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma 'taxa de acesso ao pão', outra 'taxa por guardar pão quente' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.
Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de crédito'-equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pão', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar
Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de conta'.
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura de padaria', pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como 'Papagaios'. Para gerir o 'papagaio', alguns gerentes sem escrúpulos cobravam 'por fora', o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de 'por fora' temos muitos 'por dentro'.
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR 'para manutenção da conta' - semelhante àquela 'taxa de existência da padaria na esquina da rua'.
A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quente'.
Mas os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.

sábado, 6 de novembro de 2010

A REALIDADE DURA E CRUA DE PORTUGAL NO PRAVDA

Até nos jornais da Rússia (5ª maior economia do mundo) se fala de Portugal e pelos vistos até eles sabem o estado a que isto chegou...
Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal pelo Governo liberal de José Sócrates, um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetidas vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, e historicamente deslizando cada vez mais no atoleiro da miséria.
E não é porque eles são portugueses.
Vá ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socio-económicos, e você vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, o povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, tornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e o Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão e Austrália.
Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda de pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Portuguesa no Partido social democrata e partido socialista, fruto da má gestão política que têm assolado o país desde os anos 80. O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê? Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?
Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia deixou-se ser absorvida é aquele em que a agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.Com amigos como estes organismos, e Bruxelas, quem precisa de inimigos?
Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremedeira e com medo, apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadirem o seu território três vezes em setenta anos, ocupando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para sua indústria.
E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos por motoristas particulares para transportarem os exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de qual país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault, eles são Mercedes e BMWs, topos-de-gama, é claro. Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata, direita) e PS (Socialista, de centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo cano abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir) e sua indústria (desapareceu) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas), a troco de quê? O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável. Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que estavam caindo biliões através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos. A sua "política de betão" foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inaptada, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que chupam o país e o seu povo.
Uma grande parte dos fundos da UE foi canalizada para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.
O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.
Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE desapareceu em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghinis. Maserati. Foram organizadas caçadas de javali em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficou a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controlo e a participarem. Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político. E ele é um dos melhores. Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto-comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo diplomata excelente, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, "Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando") que criou mais problemas com seu discurso do que ele resolveu, passou a batata quente para Pedro Santana Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha, resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores.
Mas foi rapidamente asfixiado por interesses instalados. Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvarem uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação). E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes. O Pravda entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:
Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%). Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para reformar-me cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%).
Concordo com o sacrifício (1%) Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reacção imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10milhões, afectará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão. Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar. É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de ratings que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português. Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado das suas ideias e propostas. Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o esgoto, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos. Esses traidores estão a questionarem cada vez mais portugueses se deveriam ter sido assimilados há séculos, pela Espanha. Que convidativo, o ditado português"Quem não está bem, que se mude". Certos, bem longe de Portugal, como todos os que possam, estão fazendo. Bons estudantes a saírem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico, e uma classe política abominável.

Artigo de Timothy Brancroft Hinchey

O MELHOR DE SÓCRATES

O MELHOR DE SÓCRATES


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A LÓGICA INSUSTENTAVÉL DA AUSTERIDADE RECESSIVA

Dizer da contenção orçamental acelerada que ela encerra o risco de nova recessão, de aumento das desigualdades e de asfixia do estado social, sendo verdade, é uma caracterização enganadora das políticas de austeridade recessiva. A questão não é apenas “o risco” que elas encerram mas antes a sua intenção. As políticas de contenção orçamental acelerada pretendem precisamente gerar efeitos recessivos, aumentar as desigualdades e asfixiar o Estado social. Pretendem e provavelmente conseguem.
Qual é a lógica? Induzir a descida dos salários em termos nominais e reais, para reduzir o consumo, o preço dos bens e serviços de exportação e atrair capitais. Supõem que se isto acontecesse o desequilíbrio da balança de bens e serviços seria corrigido, as necessidades de financiamento externo diminuiriam, obtendo-se deste modo o que a desvalorização cambial que deixou de ser possível permitia alcançar no passado.
A descida dos salários pretendida não é apenas a dos salários da administração pública. Essa descida pode ser obtida por decreto. Já a outra, a do sector privado, é mais difícil. Mas pode ser conseguida com a influência que as decisões salariais na administração pública têm no sector privado, com mais desemprego, uma menor duração e montante das prestações sociais de apoio aos desempregados e a retirada de outros apoios sociais. Com mais desemprego e menos protecção os trabalhadores seriam obrigados a aceitar trabalhar por menos dinheiro. A isto chamam eles com enorme desfaçatez “políticas que tornam o trabalho compensador”.
Para alcançar os seus objectivos a contenção orçamental acelerada deve ao mesmo tempo acentuar as desigualdades. A factura do “ajustamento” orçamental não pode ser paga pelos rendimentos de capital, porque, supõe-se, isso assustaria os capitais que se pretendem seduzir e espantá-los-ia para outras paragens.
Além disso, o Estado social que se supõe insustentável em termos financeiros deve ser emagrecido, sobretudo no sector da saúde e das pensões. A prestação de cuidados de saúde e as pensões devem degradar-se para que floresçam mercados novos e novas oportunidades para os fundos de investimento e as companhias seguradoras em sectores relativamente protegidos da concorrência.
A estranha noção de que a recessão pode ser remédio está para a Economia como o uso de sangrias e sanguessugas está para a Medicina.
Foi precisamente a experiência da Grande Depressão que fez compreender que a lógica da austeridade recessiva está errada. A descida dos salários numa só empresa ou num só país pode permitir a esse país (ou empresa) recuperar o equilíbrio vendendo bens e serviços mais baratos. Mas a mesma descida de salários não tem qualquer efeito nas contas externas do país ou no balanço da empresa, ou tem efeitos contrários aos desejados, quando é realizada em simultâneo por todos. Para onde exportar quando todos recorrem em simultâneo a estratégias recessivas como actualmente ocorre na União Europeia? A esta não-correspondência entre o que se passa nos níveis micro e macro da economia veio a chamar-se a “falácia da composição”.
A Economia da idade das trevas pressupõe também que menores salários podem atrair mais capitais. A experiência mostra, pelo contrário, que os custos salariais, não são de há muito o factor de competitividade que os capitais, pelo menos os capitais que nos interessa atrair, procuram. Os capitais que procuram baixos salários têm muito para onde ir que não a Europa.
As benesses fiscais, pelo contrário, são importantes para os capitais móveis. Mas por um efeito de composição semelhante ao dos baixos salários são inúteis quando todos os Estados recorrem a elas num stip tease social indecoroso como o que actualmente decorre.
Desmentida pela experiência, descredibilizada pela exposição das suas consequências, a Economia da idade das trevas, foi abalada nos duros dias de crise de 2008 e 2009. Mas quando a falência reemergiu como crise das finanças públicas, recobrou forças e voltou a ocupar o espaço público. Afinal, esta foi a Economia que os muitos economistas que hoje povoam os círculos do poder público e empresarial aprenderam.
Os velhos hábitos de pensamento são os últimos a morrer.
Tão incorrecto como caracterizar a contenção orçamental acelerada a partir dos riscos que encerra é presumir que os governos europeus, incluindo o nosso, adoptam a austeridade recessiva, depois de muitas insónias, só porque os mercados financeiros, o BCE e a senhora Merkel mandam. Na realidade, os ministros das finanças, os burocratas da comissão, os governadores do BCE e dos bancos centrais, autores dos planos que depois são apresentados aos chefes de governo como a alternativa única que “a ciência” determina, educados que foram na Economia da idade das trevas acreditam mesmo que a deflação salarial é o caminho mais curto para os amanhãs de equilíbrio que cantam.
A Economia da idade das trevas impede-os a todos de ver que a saída para a crise das finanças públicas devia ser procurada por outras vias. Não tinha de ser assim.
Na realidade, uma União Europeia dotada de um orçamento e de um Banco Central capaz de intervir no mercado primário da dívida soberana, capacitada com instrumentos de política económica, atenta tanto aos défices das balanças correntes como aos seus excedentes, e capaz de cuidar de uma inserção na economia global que não servisse apenas os interesses dos sectores exportadores alemães, teria outras opções que não a austeridade recessiva.
Mas uma tal União Europeia só é possível com outros agentes políticos. A Economia da idade das trevas penetrou fundo em todos os partidos do arco da governação europeia. Sacudir a sua hegemonia só é possível com uma mudança do pessoal político dentro dos partidos e com uma mudança da composição política dos parlamentos e governos.
Por isso mesmo, mais errado ainda do que presumir que os governos europeus adoptam a austeridade recessiva a contragosto é pensar que aos cidadãos nada mais resta do que consentir ou mesmo apoiar políticas que não só empurram os custos do “ajustamento” para quem menos pode e merece pagar, como são incapazes de cumprir as suas promessas. No final um Estado e uma economia mais pequenos terão mais dificuldade em fazer face ao serviço da divida. Mais tarde ou mais cedo “os mercados” não deixarão de nos castigar por isso mesmo.
A austeridade recessiva é um plano inclinado.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

TENHAM VERGONHA

Carta aberta ao Sr. Mário Soares, Sr. António José Seguro e a todos os políticos de Portugal

Sr. Mário Soares,

Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.
Há dias, ouvi o Sr, doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior.
Depois ouvi o Sr. António José Seguro, revoltar-se contra os impostos e colocar-se ao lado do povo.
Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, e aqui estou eu para lhe dar a alternativa.
Como o Sr. Mário Soares pediu que alguém lhe desse a alternativa à subida de impostos, aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:
1 - Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);
2 - Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);
3 - Reduzir o nº de deputados para 100;
4 - Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";
5 - Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu uma viatura na ordem dos 140 mil € para os VIP's que nos visitarão);
6 - Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);
7 - Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);
8 - Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que a do PR;
9 - Acabar com o sigilo bancário;
10 - Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem centenas de lugares na administração do Estado.Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios, e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas, em TGV's, em aeroportos, em obras sumptuosas.
Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares, não acredito no Sr. António Seguro, e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer.
Em último caso, têm a palavra as Forças Armadas, que têm o ónus de defender o povo português de qualquer agressão externa e / ou interna, e que paradoxalmente têm estado em silêncio perante o afundamento de Portugal.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

METAIS PRECIOSOS MAIS RAROS QUE NUNCA

Consultores financeiros há muito recomendam que os investidores devem possuir nas suas carteiras alguns metais preciosos. Anos de ganhos sólidos, bem como o aumento do interesse em coberturas de inflação e abrigos seguros, tornaram os metais mais sedutores do que nunca.
O que antes era uma composição de 5 por cento é agora cerca de 10 por cento, com alguns conselheiros, adicionando o metal mais raro como a platina na habitual mistura de ouro e prata. O UBS, por exemplo, está a recomendar aos clientes importantes que mantenham 7-10 por cento dos seus activos em metais preciosos.
"O papel tem os riscos da contrafacção e inflação", diz Paul Mladjenovic, autor de Metais Preciosos Investing for Dummies. "O ouro e a prata são dos poucos investimentos que conservam o valor." Toda vez que o negócio do ouro parece ter atingido o topo, aparece outra subida. Não admira que o ouro tenha subido cerca de 379% durante os últimos dez anos. Os esconderijos em propriedade privada já ultrapassam o ouro nos cofres públicos, os ricos investidores possuem saudáveis stocks de barras de ouro em tempos incertos. Em Abu Dhabi, é tão fácil como usar uma ATM de ouro. Enquanto os preços da prata duplicaram de valor nos últimos dois anos, a platina subiu cerca de 63%, com os metais a beneficiarem da sua crescente utilização comercial.
"A escassez de recursos está agora a entrar nas nossas vidas", diz Jim Puplava, director executivo duma empresa de gestão de dinheiro a PFS Group em San Diego. "Cada vez mais os países estão a competir por metais preciosos, aumentando os preços." Como alternativas de investimento, os metais preciosos oferecem mais alternativas de entrar no jogo. Existe ouro em barra, acções das empresas mineiras, fundos mútuos, fundos de câmbio comercializados, futuros, moedas e muito mais.
As opções múltiplas dos três metais
Muitos especialistas recomendam a quem possuir barras reais. É menos volátil e é um jogo puro. Puplava recomenda a compra das moedas da águia de ouro americanas. Qualquer comerciante de ouro ou moeda vende-as. "As pessoas não compram tanto ouro desde que foi descoberto há mais de 5.000 anos atrás", disse Jeffrey Christian, director do CPM Group, em Nova York. Existem agora mais de duas dúzias de EFTs de ouro negociadas em bolsas de diversos países. O fascínio actual da prata foi ajudado pelo seu crescente uso industrial. É o melhor metal para conduzir calor e electricidade, tornando-a útil em dispositivos electrónicos, como telemóveis. Os investidores de prata podem optar por moedas da águia ou investir na Silver Bullion Trust, que comercializa na Toronto Stock Exchange e é oferecida pela holding Central Fund do Canadá.
Os investidores também podem comprar acções de empresas mineiras produtoras de ouro, como a Goldcorp. Finalmente, a platina é utilizada geralmente no jogo de fortalecimento da economia, uma vez que é usada nos conversores catalíticos dos automóveis. É vendida como moeda as Platinum American Eagle e em barras, mas há apenas poucas ETFs. Duas principalmente para os EUA, Physical Platinum e UBS Platinum.
Puplava recomenda uma carteira de metais preciosos ou seja, 50 por cento de ouro, 40 prata e 10 por cento em platina, defendendo o custo médio do dólar para compensar alguns dos efeitos da volatilidade. "A platina é o mais complicado investimento das três e a prata é mais volátil do que o ouro", diz Mladjenovenic. "Não confie num investimento único de metais preciosos. Existem muitos factores de risco que são políticos."

O GOVERNO E A ASCENDI

I. Segundo o economista Álvaro Santos Pereira, metade da receita prevista pelo aumento do IVA vai para uma empresa "privada". Uma única empresa. Mais: as transferências de dinheiros públicos para esta empresa equivalem a metade da poupança conseguida com a redução da massa salarial da função pública. Esta empresa é a ASCENDI, uma parcela do império da omnipresente Mota-Engil. Dependendo das concessões, os donos são a Mota-Engil (entre 35% e 45%), a ES Concessões (detida pela, ah, Mota-Engil), OPway, etc.
II. José Sócrates e Teixeira dos Santos dizem que estão a aumentar impostos e a reduzir benefícios em nome do interesse nacional. Mas qual interesse nacional? É do interesse nacional tirar todo este dinheiro das famílias e colocá-lo nos cofres de uma empresa amiga do regime? O Governo que faz este aumento pornográfico de impostos é o mesmo Governo que dá 587 milhões de euros a uma empresa. Pior: estas verbas correspondem a um aumento de 290% nas verbas pagas à ASCENDI em relação a 2010. Isto, meus senhores, tem de ser esclarecido.
III. Curiosa é a forma como a ASCENDI vê o Estado português: "vemos o Estado português como uma entidade que se confunde com o país, com o bem-estar e com o bem comum". Que bonito. Mas entre o sacrifício dos portugueses e o sacrifício da Mota-Engil, esta "entidade" prefere a primeira hipótese. Meus senhores, quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa política? Por que razão esta empresa está sempre meio de nós e da nossa vida colectiva? Por que razão José Sócrates não tenta renegociar estes contratos que só beneficiam as empresas de construção como a Mota-Engil? Meus senhores, o nosso bem comum colectivo está refém de construtoras como a Mota-Engil?

COMENTÁRIO DE HENRIQUE CARDOSO NO EXPRESSO