sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
MEDINA CARREIRA NO SEU MELHOR AO DN
"(...) O primeiro-ministro não tem estratégia nenhuma na cabeça senão andar a fazer espectáculo e ir conciliando as circunstâncias para ver se vai durando. Aliás, este primeiro-ministro foi realmente uma desgraça para o País: nem tocou nos aspectos financeiros, nem tocou nos aspectos económicos (...)""(...) A chamada consolidação de que o ministro Teixeira dos Santos e o primeiro-ministro falam - "já fizemos uma, podemos fazer duas ou três" - não tem assento nenhum na realidade (...)"
"(...) Havendo menos rendimento, porque os salários baixam e os impostos aumentam, a população vai consumir menos. É a evolução natural (...)"
"(...) Quando chegarmos a 2013, saem as Scut e começam a entrar as parcerias público-privadas no Orçamento. Mil milhões, mil e seiscentos milhões, mil e quinhentos milhões todos os anos! Depois de termos isto arrumado, aparece a desarrumação. Nessa altura, é quase com certeza necessário outras medidas (...)"
"(...) O real problema é a economia. Não temos justiça que funcione, a nossa educação é uma miséria, a burocracia é um inferno, a corrupção (...)"
"(...) O Simplex foi importante, mas o meu amigo faz uma sociedade em 50 minutos e depois espera seis meses para lhe darem uma autorização para pôr um toldo ou para abrir a porta. Não há uma visão global. Este Governo é um Governo de fogachos. O Simplex é muito bom. E o resto?! (...)"
"(...) O mapa autárquico de mil oitocentos e tal não presta. Temos 30% de municípios com menos de dez mil habitantes... O que pagam de impostos não dá para o presidente da câmara, o chauffeur e a secretária! (...)"
"(...) 4500 freguesias é um disparate! E, no mapa autárquico, sabe porque não se mexe? Porque há presidentes de câmara que têm de ir tratar da vida para outro sítio. Não se faz nada que mexa em interesses! Empresas municipais - suprimir aí a eito.
"(...) Não preconizo que se mexa no Estado Social, em pessoas com 300 euros de reforma, que já são uma desgraça. Mas é acabar com as despesas inúteis todas... Há coisas que deve ser o ministro das Finanças a autorizar. Os carros devem ser modelo médio para ministros, e têm de durar cinco ou seis anos. Quando fui ministro, tinha um carro recuperado da sucata da alfândega de Lisboa (...)"
"(...) O Ministério das Finanças não merece crédito! E o Ministério das Finanças era das coisas rigorosas que havia no País. Aquilo já é considerado uma barraca de farturas (...)"
"(...) Tenho muitas dúvidas sobre os governos dos dois partidos que podem governar Portugal... Estes governos foram tomados de assalto por gente sem vida profissional, que vai para ali só para andar atrás nos carros ou para arranjar negócios. Não quer dizer que não haja pessoas capazes, mas três capazes no meio de dez incapazes assusta-me (...)"
"(...) As pessoas dos partidos políticos vão para o topo para tratar da sua vida. Quando fui para o Estado, não fui para tratar da minha vida, porque perdi dinheiro durante vários anos! Ganhava cem contos por mês no meu escritório. E quando fui ministro ganhava trinta, três anos depois (...)"
"(...) Alegre diz que o Presidente não devia ter dito não sei o quê, porque estas campanhas são só de conversa, nunca se trata de nada de essencial! Se perguntar a Alegre como é que ele mantém o Estado social, não faz ideia nenhuma, como é óbvio. São campanhas só para cumprir prazo e formalidade legal; isto não presta para nada.
"(...) Não me calo, fale quem falar! Estou ao serviço do País, e, portanto, não me calo de jeito nenhum, façam o que fizerem! O próprio primeiro-ministro queria também que eu e o Mário Crespo fôssemos "resolvidos" (...)"
Só vi José Sócrates uma vez na vida. Foi em casa de António Guterres há 20 anos. Não tenho nada contra ele, tenho-o como homem de Estado que é muito mais dado à forma do que à substância, muito mais dado à aparência do que à realidade. Ele julga que os problemas se resolvem por vontade. É um homem que deveria ser um bom treinador de futebol, um homem que diz "é preciso coragem, determinação e tal". O que é preciso é competência, ponderação, ser capaz de ouvir e de assumir - isso é que é um homem de Estado. Ele não é um homem de Estado! Ele está em trânsito numa função para a qual não tem nenhuma virtude desejável no nosso país.
Continua a desligar a televisão sempre que ele fala?
Sim, sim, não quero ouvi-lo! De bola, já eu estou farto".
ALGUMAS PASSAGENS DE UMA ENTREVISTA DADA A JOÃO MARCELINO DIRECTOR DO DIÁRIO DE NOTICÍAS
OS JUROS DA DIVÍDA IRLANDESA E PORTUGUESA SOBEM
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
COMENTÁRIO DO SR ALMEIDA SANTOS
Será necessário fazer algum comentário a estas infelizes declarações?
O POVO sofre mas algum dia há-de colocar alguns Srs como este no seu devido lugar.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
A POLITICA MONETÁTRIA DA EUROPA ESTÁ A SUFOCAR QUALQUER RECUPERAÇÃO
As preocupações do BCE sobre a ameaça da inflação na zona euro estão a asfixiar a recuperação das dívidas agredidas da periferia da zona do euro (PIGS) Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha
Em vez disso, o banco deve considerar ainda a flexibilização quantitativa, e contrapartidas com os seus homólogos britânicos e americanos.
"O teimoso BCE prefere matar qualquer oportunidade de recuperação dos PIIGS”. "A deflação, não a inflação, é o risco que assola os PIIGS".
As tensões da moeda devem ter alcançado um ponto de ebulição. Países demasiado despesistas precisam reduzir a procura interna a reduzir o endividamento, enquanto sobre a economia mais países recusam-se a reduzir a sua dependência das exportações líquidas.
"Este jogo de soma zero, em moedas e exportações líquidas significa que um ganho de um país é a perda de algum outro país, e tem-se verificado uma guerra de desvalorizações competitivas". Se a China, os mercados emergentes e outros países com superávit protegerem a apreciação das suas moedas, pelo caminho da intervenção prevenindo um aumento da inflação doméstica, os países deficitários só podem assim conseguir a depreciação através de uma deflação persistente que conduzirá a uma dupla recessão.
Esse problema é exacerbado pelos PIIGS, que precisam urgentemente de uma real e depreciação nominal do euro. "Em vez disso, a política monetária do BCE e a política fiscal apertada da Alemanha reforça o euro e incentiva a deflação mais recessiva nos PIIGS que já estão a cair".
Acrescentou que esse dilema deflação foi ainda pior para a estagnação do Japão, que enfrenta ainda mais de deflação e, portanto, precisa de um iene mais fraco. Tem ainda um superávit em conta corrente, que vai conduzir a um iene mais forte.
"Este aumento na área do euro em breve causará dor maciça aos PIIGS com recessões e aprofundará o risco de a soberania subir para um ponto de ruptura." A Europa precisa de intervir no mercado cambial.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
ÍNDIA AVISA POR CAUSA DA TENSÃO DOS G 20
"Isso poderia, como ocorreu em 1930, levar a um colapso desastroso na actividade do mundo", disse num discurso.
As autoridades indianas têm alertado que o G20 está dividido entre os países devedores, como os EUA e o Reino Unido, e os países credores, com as suas grandes reservas cambiais liderados pela China. Subvalorização das moedas e flexibilização da política monetária irão complicar os problemas e levarão a uma perigosa divergência de opinião entre os líderes globais.
Os funcionários disseram que o grupo, que se reuniu há dois anos para ajudar a estabilizar o sistema financeiro global, tinham perdido a sua coesão quando se aproximavam do fim, na capital sul-coreana em Seul. Um "choque de interesses e um choque de percepções" poderia resultar num impasse que impede o progresso em direcção à recuperação.
"Não há acordo sobre o diagnóstico", disse um alto funcionário. "Perdemos um consenso sobre como lidar com a situação. Essa é a minha preocupação sobre a conferência de Seul. O G20 está em sérias dificuldades. " As tensões internacionais sobre as taxas de câmbio têm aumentado antes da reunião, com alguns países a efectuarem a depreciação das suas moedas para reanimarem a sua competitividade económica. Na questão fulcral reside uma disputa de longa duração entre os EUA e a China sobre o valor da moeda chinesa o yuan, onde os EUA argumentam dar uma vantagem desleal às exportações chinesas.
Os funcionários dos Mumbai Reserva do Banco da Índia estão preocupados com a crescente desconexão entre a economia hesitante do Ocidente e o rápido crescimento do mundo desenvolvido. Eles consideram uma vaga de capital resultante das políticas fracas ultra monetárias nas economias avançadas como tendo um efeito potencialmente desestabilizador para as economias emergentes. No seu discurso, o Sr. King, avisou que as tensões sobre as taxas de câmbio estavam a prejudicar o necessário reequilíbrio da economia global. O espírito de cooperação evidente no final de 2008, " então tão forte, entrou em declínio longe". "As tensões cambiais actualmente ilustram a resistência relativa às mudanças de preços que são necessárias para um reequilíbrio de sucesso. A necessidade de agir no interesse colectivo ainda tem que ser reconhecido e, se não for, será apenas uma questão de tempo antes de um ou mais países recorrer ao proteccionismo comercial como o único instrumento nacional para apoiar um reequilíbrio necessário ".
Artigo retirado financial times
sábado, 23 de outubro de 2010
IMAGINEM POR MÁRIO CRESPO
Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação. Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento.Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas.
Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que só eram usados em funções do Estado.
Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público.
Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar.
Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consciência.
Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas.
Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam.
Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares.
Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas.
Imaginem remédios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde.
Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros.
Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada.
Imaginem as pensões que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido.
Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins.
Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas.•
Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo.
Imaginem que PAÍS podíamos ser se o fizéssemos.
Imaginem que PAÍS seremos se não o fizermos.
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