quarta-feira, 6 de abril de 2011

A BRINCADEIRA ACABOU. O JOGO A SÉRIO VAI COMEÇAR AGORA

Finalmente o governo pediu ajuda financeira, porque o rollover da dívida tornou-se quase impossivél com a banca portuguesa a dizer que não comprava mais, o BCE a fechar a torneira, as agências de rating (Fitch, Standard & Poor´s e Moody´s) a conotarem-nos como lixo com a subida natural do juro das obrigações do estado português a dispararem para a estratosfera no prazo de 2 anos a 9%, a 5 anos 10% e a dez anos 9% e os investidores a fazerem-nos um grande manguito. A situação estoirou quando o governo português foi vender á pressa no Fundo de Estabilização da Segurança Social(fundo de pensões dos portugueses) participações no mercado financeiro para comprar dívida pública. Este FESS é outra brincadeira porque participa na roleta dos mercados com o dinheiro que todos nós descontamos para a nossa tão proclamada reforma com a finalidade de obter rentabilidade( se for como a gerência do estado já sabemos onde vai parar). A partir daqui Portugal vai entrar numa morte lenta num prazo de cinco anos para pagar o que deve e a partir dai,começar uma recuperação se existir lenta o que eu duvido face ao panorama do comércio mundial. Como português e como cidadão é uma vergonha que o FMI entre pela terceira vez em Portugal. Mas nem tudo são más noticías, como o PAÍS vai bater no fundo com nunca bateu na sua história e porque as personalidades em causa não brincam em serviço pode ser que os portugueses formem um partido de salvação nacional e tomem as rédeas do poder ou a bem ou a mal, porque não existe neste momento em Portugal líderes partidários capazes de conduzirem o PAÍS para um rumo de desenvolvimento sustentavél.

terça-feira, 5 de abril de 2011

CHINA O EXEMPLO DE UMA ECONOMIA DE ESTADO

O primeiro ministro chinês Wen Jiabao disse que o país definiu uma meta de crescimento menor para o período de 2011 a 2015 do que nos cinco anos anteriores, como parte dos esforços para criar uma economia mais sustentável. O governo estabeleceu uma meta de crescimento económico de 7% para um plano chamado de cinco anos, que abrange 2011 a 2015. "Queremos colocar a ênfase do nosso trabalho sobre a qualidade e os benefícios do crescimento económico". “Queremos os frutos do desenvolvimento em benefício do povo." A China lançou iniciativas para aumentar o consumo interno, tornar a energia mais eficiente, e estimular o crescimento e o investimento nas áreas mais pobres das províncias do interior depois da economia ter mais do que duplicado nos últimos cinco anos, a divisão da riqueza aumentou, assim como acelerou a poluição os preços dos alimentos e preço das casas. A China não pode perseguir "cegamente" o crescimento económico que é insustentável, disse Wen. A meta de crescimento mais baixa é um sinal de que "o governo provavelmente vai ser mais agressivo para controlar a inflação", disse Dariusz Kowalczyk, um economista de Hong Kong no Credit Agricole CIB. "A China é também cada vez mais séria na protecção do meio ambiente." Crescimento Económico A economia da China ultrapassou o Japão para se tornar a segunda maior do mundo no ano passado e a nação teve um crescimento anual de 10,3 por cento e de expansão a um ritmo 9,8 por cento no quarto trimestre. A economia da China ultrapassou a Alemanha em 2007 e as do Reino Unido e França, em 2005. Durante esse período, a China também se tornou o maior utilizador de energia do mundo e o maior emissor de gases com efeito de estufa. Uma descarga de água ácida, no Rio Ting na província de Fujian de um Grupo mineiro chamado Zijin Mining Co. em Julho passado matou peixe suficiente para alimentar 72 mil habitantes durante um ano. Os vapores de chumbo de uma fábrica de baterias envenenou mais de 200 crianças na província de Anhui em Xinhua, das quais 23 foram hospitalizadas, em Janeiro. "Não podemos continuar a sacrificar o meio ambiente em troca de um rápido crescimento económico", disse Wen. O Controle da Inflação Wen prometeu também travar os aumentos de preços no consumidor para controlar a liquidez, aumentar a produção agrícola facilitando o transporte de produtos agrícolas e punir a acumulação produção originando manipulação de preços. A inflação na China, um local onde 150 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia, acelerou para 4,9 por cento em Janeiro, e os preços dos alimentos aumentaram mais do que pelo menos à seis anos. O país tem reservas suficientes de moeda estrangeira e de alimentos para conter a inflação, disse Wen. Kowalczyk do Crédit Agricole disse que pode significar que a China vai aumentar as importações de sementes e outros alimentos para compensar os lucros no preço. "O governo vai dar mais atenção para o crescimento sustentável, do meio ambiente e melhor distribuição de rendimentos em vez do puro exercício do crescimento", disse Kevin Lai, economista de Hong Kong da Daiwa Capital Markets. A China vai também continuar a fazer esforços para conter a especulação no mercado imobiliário usando medidas legais económicas contra a compra de terrenos , disse Wen. Os preços das casas em Janeiro subiram em 68 das 70 cidades chinesas, controladas pelo gabinete de estatísticas, desafiando medidas maiores de restrições de pagamento e limites na compra de propriedades emitidas pelo governo para travar os aumentos. Wen disse hoje que as medidas estão se tornando mais eficaz e ele está confiante de controlar os preços dos imóveis. Além disso, o governo também está a discutir mudanças no sistema do país para a dedução do imposto de rendimento que irá ajudar as pessoas de baixos e médios rendimentos, acrescentou.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

FALTA SEMPRE O COMO!

Acabei agora de assistir a um debate no Clube dos Pensadores em Gaia com o Sr Pedro Passos Coelho que transmitiu algumas idéias que iria seguir no programa eleitoral do maior partido da oposição em Portugal nas próximas eleições legislativas.
Tais idéias foram as seguintes:

- Não podemos fazer de conta em Portugal.

- Quem tem despesa não pode dizer que temos que aumentá-la mais para pagarmos a mesma.

- Criação de um programa de emergência familiar.

- Racionalização de todo o sector público.

- Delinear um programa de austeridade.

- Reformar a justiça.

- Apostar no crescimento da economia (Injectando capital nas pequenas e médias empresas, captar investimento estrangeiro e incentivar o empreendorismo).

Tais idéias parecem óptimas mas não passam do óbvio ficando por explicar é como vamos sair desta crise que cada vez mais vai acentuar-se, e quais as medidas concretas para o desenvolvimento do PAÍS a médio(cinco anos) e a longo prazo (dez anos), porque a curto prazo por mais que escondam nós já sabemos nomeadamente com dificuldades acrescidas para os Portugueses (mais desemprego, mais aumento de impostos, regressão na qualidade de vida e continuação da baixa taxa de natalidade)

domingo, 3 de abril de 2011

CORTE DE RATING DA S&P (STANDARD & POOR´S) A PORTUGAL

Standard & Poor's desceu os ratings de crédito da Grécia e de Portugal. Os gregos e Portugueses podem agradecer aos seus pares da zona do euro. O corte da S & P reflecte o nervosismo sobre o novo mecanismo de Estabilidade Europeu, que irá substituir o fundo de resgate já existente, o Fundo Europeu de Estabilização Financeira em 2013. Aqui está o porquê: O ESM tem não dois novos recursos no EFSF. Em primeiro lugar, a UE analisará se um país é insolvente antes do empréstimo ao abrigo da ESM, se for, os credores do sector privado do país deverão ter uma margem de prorrogação "adequada" diante de um resgate. Em segundo lugar, os empréstimos do ESM vão ter precedência sobre as obrigações regulares do país. Diz a S & P (sobre a Grécia): Acreditamos que o referido nas pré-condições da ESM, no contexto da dívida pública da Grécia precisa de grandes dívidas, e irá prejudicar os planos da Grécia para retomar a empréstimos comerciais, até meados de 2013, quando a actual UE / programa oficial do FMI de apoio financeiro terminar e aumentar a probabilidade de reestruturação da dívida. A agência de classificação é um pouco mais comedida sobre Portugal, afirmando que Lisboa "pode ser capaz de obter financiamento do ESM sem uma reestruturação da sua dívida existente em 2013," se conseguir "colocar a trajectória da dívida pública num caminho sustentável". (Portugal, naturalmente, ainda não pediu uma ajuda, mas a S & P diz que é "provável" Portugal vir a fazer isso.) A Grécia foi cortada em duas posições para BB-, que é bem em de território lixo. E Portugal foi cortado num ponto para BBB-, o menor grau de investimento. Desde que a ESM foi lançada no ano passado, os políticos têm sugerido que os credores privados podem acabar por ter sucesso. Isso por si só foi uma mudança substancial a partir da filosofia de não incumprimento da época do EFSF, na qual os líderes da UE simplesmente não reconheciam a noção de que um estado soberano da "zona euro" poderia entrar em incumprimento. Mas a linguagem tem vindo a mudar gradualmente por alguns meses. Em Novembro de 2010, por exemplo, os ministros do Euro grupo estabelecidos no âmbito da ESM, observaram a distinção entre devedores solventes e insolventes. Mas para este último, dizem: "No caso inesperado de que um país pareça ser insolvente..." Em Março de 2011 na reunião estabelecida dos líderes de centro-direita, o ministro das Finanças finlandês disse que queriam garantir que os credores privados "não tinham realmente um risco concreto de perder dinheiro." Na semana da última cimeira, os líderes da EU preservaram a distinção entre países solventes e insolventes, mas, notavelmente, o inesperado na "linguagem" foi-se. Na recente visita a Portugal da presidente do Brasil Dilma Roussef questionada pelos repórteres se iria comprar dívida Portuguesa respondeu só se tiver notação financeira de triple A ou por outras palavras AAA. Os brasileiros são amigos mas não são estúpidos. Que chatice assim os políticos portugueses têm mais uma desculpa para os problemas do nosso País. A culpa do que se passa em Portugal é dos mercados e destas agências de rating, malditas sejam. ( Coitados a maioria delas já existia antes de nascerem).

sexta-feira, 1 de abril de 2011

PORTUGAL É MUITO MAIS QUE ESTE REGIME E NÃO PODERÁ SUCUMBIR COM ELE

Vivemos com despesas muito acima dos nossos rendimentos. Famílias e Estado. Mais de uma década sem desenvolvimento económico e com a despesa pública sempre a aumentar. Empréstimos bancários induziram e suportaram esta loucura. As famílias vão à falência de uma forma discreta, mas dramática…só desde o princípio do ano declararam a sua insolvência em tribunal mais de mil famílias. A comunicação social dá apenas destaque ao problema nacional…o Estado português segue o mesmo rumo de insolvência de muitas famílias de portugueses. Sonhamos demasiado alto e os nossos governantes foram incapazes de terem o bom senso de travar sonhos inconsistentes. A nossa dívida atinge hoje valores superiores a 100% do PIB…nunca na história de Portugal tivemos uma crise financeira tão grave e as anteriores deram origem a revoluções penosas. O Estado Previdência, o Estado que tudo a todos, garantia…esta foi a ilusão que nos condenou…um Estado que absorve 50% da riqueza produzida e que ainda tem necessidade absoluta e permanente de recorrer ao crédito externo. Um Estado despesista, que sufoca a economia e as famílias, que matem uma postura de novo riquismo, continuando a viver sem contenção e com atitudes inconcebíveis de parcerias público privadas, que são autênticos massacres às finanças públicas e bónus de Natal para algumas empresas privadas. Não só não há qualquer coerência nesta situação, como não há qualquer proposta concreta para sair dela. O Chefe de Estado pede desenvolvimento, através das exportações…como se não soubesse que o ambiente político, fiscal e jurídico, português impossibilita totalmente essa possibilidade. Os Partidos políticos dividem-se na sua utopia. Os auto apelidados de esquerda, que insistem no reforço do Estado como entidade dominante da vida das famílias e como promotor da economia…os outros, aqueles que têm ambições de poder, são incapazes de falar a verdade, tementes das consequências eleitorais. Prisioneiros destas limitações, discutimos a austeridade que nos impõem os nossos credores. Não se discute a essência da questão… a divida soberana e a estagnação económica. As medidas que são propostas e impostas…a austeridade, os sacrifícios e a quebra de direitos, também os violentos e sucessivos aumentos de impostos, têm apenas o objectivo da continuação da saga do aumento do nosso endividamento e promovem a nossa estagnação económica. Sacrifícios sem qualquer garantia de melhoria da situação portuguesa, pelo contrário com fortes probabilidades de nos levar para a bancarrota. Irresponsabilidade total. Não temos nenhum estadista á altura do grave momento que enfrentamos, talvez o mais dramático de toda a nossa história. Não temos no actual espectro partidário nenhuma organização política, capaz de assumir uma atitude de responsabilidade e de verdade. Capaz de mobilizar a nação através de um plano consistente e coerente … um projecto de salvação nacional. Os portugueses irão para eleições sem conhecerem a realidade da situação portuguesa…uma autêntica indução política à inconsciência colectiva. Uma fraude. Perante esta situação exigia-se do Chefe de Estado duas atitudes.
1- Uma auditoria externa às contas públicas do Estado, pré eleitoral, para esclarecimento integral da situação e das responsabilidades;

2- Uma exigência aos partidos políticos para um acordo de regime e de emergência, que caso não fosse possível ou viável, justificaria um Governo de iniciativa presidencial. Mas o Chefe de Estado, não tem esta envergadura… um reformado, dependente, fraco e também com muitas responsabilidades no cartório. A mesquinhez tomou conta de Portugal, só pequenos homens conseguem sobreviver neste triste e pantanoso ambiente político, em que se deixou reduzir esta República. PESSOAS COM VALOR, INTEGRIDADE E HONESTIDADE PROCURAM-SE PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.


José Andrade