sábado, 7 de janeiro de 2012

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA GASTOU, EM 2010 CERCA DE TRÊS MILHÕES DE EUROS EM AJUDAS DE CUSTO

A Assembleia da República gastou em 2010 mais de três milhões de euros em ajudas de custo com os deputados. Foram mais 549 mil euros do que em 2009, segundo as contas de gerência do Parlamento publicadas em Diário da República.
Com a crise da dívida a agravar-se, só no final de 2010 foram introduzidas medidas pelo governo Sócrates para cortar nas ajudas aos deputados, que caíram entre 10 a 20%, de acordo com o tipo de benefício. Assim, por exemplo, os deputados que residam fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Barreiro, Amadora e Odivelas têm direito a 69,19 euros, a título de ajudas de custo, por cada dia de presença em trabalho parlamentar. Se saírem do Parlamento em trabalho político para o território nacional, recebem mais uma ajuda de 376 euros por mês.
O documento refere que foram pagos 10,1 milhões de euros aos deputados “a título de vencimento ordinário” e mais 1,7 milhões a título de “vencimento extraordinário”. O subsídio de reintegração (prestação aos deputados que abandonam a vida parlamentar) custou aos cofres da Assembleia 841 mil euros, com 51 deputados a pedirem aquela compensação. Do lado da receita, o Parlamento continua a depender totalmente das transferências do Orçamento do Estado, que, em 2010, somaram 61,3 milhões de euros.

Partidos recebem ajuda de 16,9 milhões de euros

Os seis partidos representados na Assembleia da República receberam em 2010 uma ajuda de 16,9 milhões de euros, a título de subvenções. Segundo a Lei de Financiamento dos Partidos, que entrou em vigor em 2005, a subvenção é dada aos partidos políticos que sejam representantes para o Parlamento ou que consigam mais de 50 mil votos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

EDP A NOSSA DESGRAÇA! O QUE PAGAMOS NA FACTURA DA ELECTRICIDADE

Caros amigos:
Vocês por acaso sabem o que pagam na factura da electricidade?
Eu também fiz a mesma pergunta antes de saber o que andamos a pagar.
Vejam, neste exemplo duma factura de cerca de 66,50 €.
O que se paga:
- 3,8 €, Correspondentes a 6% do IVA (passamos a pagar 23%);
- 4,5 €, Correspondente a 7% de Taxa para a RDP e RTP (para que Malatos, Jorge Gabrieis, Catarinas Furtados e outras que tais possam receber 17.000 e mais €/mês;
- 35,6 €, Para subsídios vários, que correspondem a 53% do total da factura (em 2011 estes subsídios vários já atingiram 2.500 M€. Para não se perderem são dois mil milhões de Euros)
- 22,6 € Correspondente realmente ao EFECTIVO consumo efectuado, ou seja 34% do total da factura. Desta forma, apenas consumimos 22,6 € de electricidade, mas pagamos no total 66,50 €. Mas agora vamos ver o que são os subsídios vários, ou seja, os 53% do total da factura que pagamos, e que este ano já vão em 2.500 M€.
Permaneçam sentados para não caírem:
- 3% São a harmonização tarifaria para os Açores e Madeira, ou seja, e um esforço que o país (TODOS NÓS) fazemos pela insularidade, dos madeirenses e açorianos, para que estes tenham electricidade mais barata. Isto é, NÓS já pagamos durante 2011, 75 M€ para aqueles ilhéus terem a electricidade mais barata!
- 10% Para rendas aos Municípios e Autarquias. Mas que m... vem a ser esta renda? Eu explico: a EDP (TODOS NÓS) pagamos aos Municípios e Autarquias uma renda sobre os terrenos, por onde passam os cabos de alta tensão. Isto é, TODOS NÓS, já pagamos durante 2011, 250 M€ aos Municípios e Autarquias por aquela renda.
- 30% Para compensação aos operadores. Ou seja, TODOS NÓS, já pagamos em 2011, 750 M€ para a EDP, Tejo Energia e Turbo Gás.
- 50% Para o investimento nas energias renováveis. Aqueles incentivos que o Sócrates deu para o investimento nas energias renováveis e que depois era descontado no IRS, também o pagamos. Ou seja, mais uns 1.250 M€.
- 7% De outros custos incluídos na tarifa, ou sejam 175 M€. Que custos são estes? São Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência, custos de funcionamento da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Eléctricos), planos de promoção do Desempenho Ambiental da responsabilidade da ESE e planos de promoção e eficiência no consumo, também da responsabilidade da ERSE.
Estão esclarecidos? Isto é uma vergonha. NÓS TODOS PAGAMOS TUDO! É UMA ROUBALHEIRA PARA UMA EMPRESA TER UM PASSIVO DE 16 MIL MILHÕES EUROS E AGORA TER SIDO COMPRADA PELOS CHINESES EM CERCA DE 25% DA SUA QUOTA TOTAL. SERÁ QUE NÃO DÁ LUCRO???????

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

NOURIEL ROUBINI - A ITÁLIA PODE PRECISAR SAIR DO EURO

A Itália poderá ter de sair da zona do euro e voltar para a sua própria moeda nacional para resolver a crise da dívida, forçando assim o romper da zona euro.
Roubini afirmou que com os juros da sua dívida soberana rodando em torno da marca de 7%, o acesso ao mercado pode tornar-se limitado para a Itália. A reestruturação forçada da dívida pode ajudar a resolver alguns dos seus problemas, mas não resolveria outros problemas que dificultam a economia italiana, como a falta de competitividade, um grande deficit em conta corrente e menor produto interno bruto.
A menos que um emprestador de última instância para “sublinhou” os países da zona do euro poderem comprar a dívida soberana, os juros altos atingiriam níveis insustentáveis.
No entanto, até à data o Banco Central Europeu sublinhou a sua independência, afirmando que não iria actuar como emprestador de última instância para as economias da zona euro.
Roubini salientou a necessidade urgente de um emprestador de última instância na zona euro.
Os Eurobonds já haviam sido demitidos pela Alemanha, observou e advertiu que um aumento no tamanho do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF), que na sua forma alavancada que ele descreve como um "peru que não vai voar", não seria aceite pelo eleitorado alemão. Em qualquer caso, seria considerado ilegal de acordo com a cláusula de resgate do tratado existente, disse Roubini .
A alavancagem do EFSF, disse ele, como um gigante CDO (obrigação de dívida com garantia) não iria funcionar, pois não iria reduzir os spreads para níveis sustentáveis. Sugestões de que o EFSF pode ser transformado em um veículo para as reservas dos bancos centrais para se tornar a capital tranche de fundos soberanos e economias emergentes - especialmente os países do BRIC - para transformá-lo num "Triplo - A tranche sénior 'soou como um sub prime gigante - esquema CDO.
Isto, combinado com a limitada capacidade de resgate do FMI para as economias maiores significa que se espalha sobre a dívida italiana chega a um ponto sem retorno.
Mencionou que nenhuma mudança política poderia alterar o fato de que a sua dívida em relação ao PIB de 120 por cento significava que precisaria de um superávit primário de 5 por cento apenas para manter uma tampa sobre a sua dívida.
Roubini escreveu que a Itália enfrenta um agravamento da recessão ao utilizarem medidas de austeridade como ferramenta. Ele argumentou que essa deflação recessiva irá garantir que a dívida se tornará insustentável. Nada disso, irá trazer o crescimento e a competitividade de volta para a economia italiana. Isto não deixaria outra opção senão abandonar o euro e reintroduzir a lira. A saída de uma economia do tamanho da Itália levaria a uma ruptura da zona do euro e agora está cada vez mais provável.
Argumentou ainda que a única maneira de evitar um colapso da zona do euro seria para o BCE tornar-se um emprestador de última instância, para uma queda no valor do euro em linha com o dólar para o estímulo fiscal do "núcleo" da zona do euro e a austeridade na periferia terem lugar.