quinta-feira, 24 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
DEMOCRACIA ASSIM PARA QUÊ?
Vivemos tempos difíceis, não é novidade para ninguém, mas talvez seja novidade para muitos dos actuais portugueses, sobretudo os mais jovens, a percepção de que o poder parece estar a afastar-se do povo. Aquilo a que nos habituámos a chamar de democracia, ou melhor, de “sistema democrático”, parece hoje algo de opaco, restringido a eleições sazonais onde através de um voto, cidadão eleitores são chamados a escolher partidos, que constituem listas com cidadãos para ocuparem cargos do poder. A realidade mostra que cada vez menos cidadãos vão votar, e cada vez mais os eleitos se esquecem de cumprir os programas propostos, pelos partidos pelos quais se fizeram eleger. Tudo isto provoca um descrédito generalizados do tal “sistema democrático” e da representatividade que tem como interlocutores únicos os partidos políticos.Ajudando a descredibilizar a democracia, surge o poder económico. Um poder que transforma mercados em deuses que determinam a vida das pessoas como marionetas. Um poder que transforma as escolhas democráticas numa espécie de folclore inócuo.
Felizmente que a Igreja parece ter acordado para a sua missão de defesa das pessoas, da sua liberdade de decisão, da dignidade sua vida. A última nota dos bispos portugueses sobre a chamada “crise” deve merecer uma reflexão. Se um povo carregado de história, não tem a quem apelar quando se sente oprimido e violentado na sua dignidade, é preciso que o clero saiba cumprir o seu papel fundamental na defesa da liberdade e da democracia, da verdadeira democracia.
sábado, 19 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
OS CONSELHOS DE GEORGE SOROS PARA A ZONA EURO
Soros acha que não é tarde demais para salvar a Europa e o euro - mas adverte que o tempo está a esgotar-se e que os líderes da Europa devem mudar radicalmente a sua estratégia para o sucesso. Vamos começar com as más notícias. "Neste momento, a crise atingiu um novo máximo, porque há uma crise governamental sem solução na Grécia e na Itália", disse Soros esta semana de Varsóvia. "Há também uma iminente agravamento da crise financeira, porque todos os esforços para alavancar o FESF e ser executado tem tido dificuldades legais ou técnicas,". "Isso significa que, actualmente, a Europa não tem anel de defesa contra um possível incumprimento grego, e é isso que está a empurrar o mercado em pânico renovado". "Espero que o mercado caia no desespero e pânico e espero que ainda piore." Desespero pode de fato ser a emoção certa, se você aceitar a previsão de Soros do que vai acontecer se os líderes europeus não chegarem à frente dos mercados: "Esta crise é potencialmente maior do que o crash de 2008, porque sobrevivemos em 2008 mas nós ainda não sobrevivemos a este. Existe o perigo de se errar, então você tem um colapso financeiro ". "Se houver um incumprimento desordenado na Grécia, e o resto da zona euro não for isolada do contágio, então você pode ter um colapso, não só do sistema grego financeiro, mas da União Europeia e na verdade do sistema financeiro global porque somos tão interligados. " Tão longe, tão terríveis. Mas Soros tem duas ideias que devem animar-te. Uma delas é sobre a bazuca, e é sobre a mulher mais importante do mundo. A bazuca é a arma financeira da Europa criada para defender economias europeias em dificuldades dos comerciantes cépticos que estão apostando contra eles. Para terminar a crise, a Europa precisa de uma suficientemente grande bazuca para convencer os mercados que fazer uma aposta contra o Frankfurt será inútil - e cara. Até agora, a história desta crise financeira é que os líderes europeus estão constantemente um passo atrás dos mercados: levam um soco pra uma luta de faca, e em seguida, uma faca para um tiroteio - e nunca trazendo a bazuca.Sabedoria convencional – e o veredicto dos mercados esta semana - é o FEEF de 440 biliões de euros, ou US $ 600 biliões, é uma continuação deste padrão de insuficiência. Soros discorda: "Eles têm realmente a bazuca na mão, desde que a use no caminho certo." Para isso, disse Soros, a Europa deve primeiro reconhecer que a sua bazuca é muito pequena para alcançar directamente e resgatar membros vacilantes da Europa . O fundo de resgate, disse ele, "foi concebido como uma forma de prestação de garantias em títulos do governo, mas para esse efeito, é claramente inadequado. Não pode ser estendido para cobrir a Itália e Espanha." Mas o fundo de resgate é grande o suficiente, achando Soros que, para salvar a Europa de uma diferente maneira diferente. "Ele precisa ser usado para garantir o sistema bancário".
"Isso criaria um emprestador de última instância, que actualmente não existe." O fundo de resgate, continuou, poderia correr o risco de solvência, que está para além do mandato legal do Banco Central Europeu. "E para isso, há uma abundância de dinheiro." Assim, escorados, os bancos seriam capazes de comprar a dívida pública de alto rendimento dos países europeus que estão atualmente a lutarem para encontrarem credores. Os bancos seriam estimulados a manter sua liquidez em títulos do governo, disse Soros, que depois poderiam vender para o Banco Central Europeu, a qualquer momento.
"Então, é o equivalente de dinheiro, e isto renderia mais do que dinheiro, pois eles iriam segurá-lo", disse Soros. "Isso permitiria que países como Itália e Espanha durante este período de crise pedissem emprestado a um custo insignificante." Seu plano, Soros disse, faria a dívida da Itália "sustentável, porque o BCE tem qualquer quantia de dinheiro com o propósito de proporcionar liquidez. Ao mesmo tempo, não iria violar directamente a lei do BCE contra o financiamento dos governos." O plano de Soros é essencialmente uma forma de contornar a falha fundamental económica da Europa: Tem uma moeda única, mas nenhum emprestador de última instância. "É um truque, mas um truque que iria funcionar." A crise europeia tem metástase porque a Alemanha tem sido inflexível sobre o bloqueio precisamente deste tipo de truque. A segunda razão para o optimismo em relação a Soros é a sua convicção de que a Alemanha e o seu líder, a chanceler Angela Merkel - tiveram recentemente uma mudança crucial de coração. “Está inteiramente nas mãos da Alemanha", disse Soros. "A atitude de Angela Merkel mudou. Ela reconhece que o euro está em perigo mortal e está disposta a arriscar seu futuro político para salvá-lo. Eu acho que ela reconhece que a Alemanha causou a crise para sair do controle, e agora está determinada para corrigir isso. " Merkel é muito boa em conseguir o que ela quer", assim fãs da Europa e do euro devem ser um pouco tranquilizados pelo veredicto de Soros. Mas só um pouco. Soros é um vendedor persuasivo do seu plano para salvar a Europa, mas seu comentário mais revelador vem quando eu lhe pergunto o que ele faria se ele estivesse ainda ativamente na negociação. "Eu ficaria sentado em cima do muro como todo o mundo, porque a situação é tão incerta."
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
PARA QUE SERVEM OS GOVERNOS? A VINGANÇA DO ANARQUISTA
Aqui há tempos havia um enigma. Como podiam os mercados deixar a Bélgica em paz quando este país tinha um défice considerável, uma dívida pública maior do que a portuguesa e, ainda por cima, estava sem governo? Entretanto os mercados abocanharam a Irlanda e Portugal, deixaram a Itália em apuros, ameaçaram a Espanha e mostram-se capazes de rebaixar a França. E continuaram a não a incomodar a Bélgica porquê? Bem, - como explica John Lanchester num artigo da última London Review of Books- a economia belga é das que mais cresceu na zona euro nos últimos tempos, sete vezes mais do que a economia alemã. E isto apesar de estar há 16 meses sem governo.Ou melhor, corrijam essa frase. Não é “apesar” de estar sem governo. É graças – note-se, graças a estar sem governo. Sem governo, nos tempos que correm, significa sem austeridade. Não há ninguém para implementar cortes na Bélgica, pois o governo de gestão não o pode fazer. Logo, o orçamento há dois anos continua a aplicar-se automaticamente, o que dá uma almofada de ar à economia belga. Sem o choque contracionário que tem atacado as nossas economias da austeridade, a economia belga cresce de forma mais saudável, e ajudará a diminuir o défice e a pagar a dívida.
A Bélgica tornou-se assim num inesperado caso de estudo para a teoria anarquista. Começou por provar que era possível num país desenvolvido sobreviver sem governo. Agora sugere que é possível viver melhor sem ele. Isto é mais do que uma curiosidade.
Vejamos as coisas sob outro prisma. Há quanto tempo não se houve um governo ocidental – europeu ou norte-americano – dar uma boa notícia? Se olharmos para os últimos dez anos, os governos têm servido essencialmente para duas coisas: dizer-nos que devemos ter medo do terrorismo, na primeira metade da década; e, na segunda dizer-nos que vão cortar nos apoios sociais. Isto não foi sempre assim. Guerra Mundial o governo dos EUA abriu as portas da universidade a centenas de milhares de soldados – além de ter feito o Plano Marshal na Europa onde, nos anos 60, os governos inventaram o modelo social europeu. Até os governos portugueses, a seguir ao 25 de Abril, levaram a cabo um processo de expansão social e inclusão política inédita no país. No nosso século XXI isto acabou. Enquanto o Brasil fez os programas “Bolsa – Família” e “Fome Zero”, e a China investe em ciência e nas universidades mais do que todo o orçamento da EU, os nossos governos competem para ver quem é mais austero, e nem sequer pensam em ter uma visão mobilizadora para oferecer às suas populações. Ora, os governos não”oferecem” desenvolvimento às pessoas; os governos, no seu melhor, reorganizam e devolvem às pessoas a força que a sociedade já tem. Se as pessoas sentem que dão – trabalho, estudo, impostos e não recebem nada em troca, o governo está a trabalhar para a sua deslegitimação.
No fim do século XIX, isto foi também assim. As pessoas viam que o governo só tinha para lhes dar repressão ou austeridade. E olhavam para a indústria, e viam que os seus patrões só tinham para lhes dar austeridade e repressão. Os patrões e o governo tinham para lhes dar a mesma coisa, pois eram basicamente as mesmas pesoas. Não por acaso, foi a época áurea do anarquismo, um movimento que áurea do anarquismo, um movimento quea socialista (contra os patrões) e libertário (contra o governo). Estamos hoje numa situação semelhante. Nenhuma boa ideia sai dos nossos governos. E as pessoas começam a perguntar-se para que servem eles.
RUI TAVARES – Historiador.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
O MAIOR IMPOSTO QUE PAGAMOS EM PORTUGAL – O PREÇO DOS COMBUSTIVÉIS
Os preços dos combustíveis no planeta...Eles tomam-nos por idiotas! E, NÓS SOMOS
Bélgica - diesel ? 1,222!
França - diesel ? 1,294!
Azerbaijão - Diesel 0,31 euros
Egipto - Diesel 0,14 Euros
Etiópia - Super 0,24 EUR
Bahamas - Diesel 0,25 EUR
SERÁ QUE ESTES TAMBÉM TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Bolívia - Super 0,25 EUR
Brasil - Diesel 0,54 EUR
China - Normal 0,45 EUR......e depois os chineses é que têm culpa do excesso de consumo!!!!! ou nós é que também andamos a pagar para estes?
Equador - Normal 0,24 EUR
Gana - Normal 0,09 EUR!!!!!!!
Gronelândia - Super 0,50 Euros
Guiana - Normal 0,67 EUR
Hong Kong - Diesel 0,84Euros
Índia - Diesel 0,62 EUR
Indonésia - Diesel 0,32 EUR
Iraque - Super 0,60 EUR
Cazaquistão - Diesel 0,44 EUR
Qatar - Super 0,15 Euros
Kuwait - Super 0,18 Euros
Cuba - Normal 0,62 EUR SERÁ QUE ESTES TAMBÉM TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Líbia - Diesel 0,08 Euros!!!!!!!
Malásia - Super 0,55 Euros
México - Diesel 0,41 EUR
Moldávia - Normal 0,25 EURSERÁ QUE ESTES TAMBÉM TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Omã - Super mais 0,20 euros
Perú - Diesel 0,22 EUR. SERÁ QUE ESTES TAMBÉM TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Filipinas - Diesel 0,69 EUR
Rússia - Super 0,64 Euros
Arábia Saudita - Diesel EUR 0,07 !!!!!!
África do Sul - Diesel 0,66 EUR SERÁ QUE ESTES TAMBÉM TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Suazilândia - Super 0,10 ! Euros!!!!! SERÁ QUE ESTES TAMBÉM TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Síria - Diesel 0,10 Euros!!!!!
Trinidad - Super 0,33 EUR SERÁ QUE ESTES TAMBÉM TÊM POÇOS DE PETRÓLEO?
Tailândia - Super 0,65 EUR
Tunísia - Diesel0,49 EUR
EUA - Diesel 0,61 Euros
Venezuela - Diesel 0,07 EUR!!!!!
Emiratos Árabes Unidos - Diesel 0,18 Euros
Vietname - Diesel 0,55 EUR
Ucrânia - Diesel 0,51 EUR
Portugal - Diesel ? 1,405!
É inacreditável, não é? Os países da União Europeia, e os seus Ministros das Finanças, realmente tomam as pessoas por idiotas ... + IVA TIPP + PIT + ISF + IVA + imposto de consumo sobre a extorsão de diversos e variados ...+ ... como somos enganados pelos políticos da Europa (que vivem em grande estilo com o dinheiro dos contribuintes!) .
Hoje a Galp tornou a aumentar os preços com o argumento velho de o barril aumentou, ele verdadeiramente aumenta só que não tanto proporcionalmente ao custo do preço no mercado internacional. Só a título de comparação em 11Jul2008 o barril o preço chegou aos $145 dólares hoje está a $111 e estamos a pagar os combustíveis quase como ao preço ocorrido no pico de 2008 com o gasóleo a atingir quase o preço de 1,5 eur o litro.
ISTO É UM ROUBO AOS PORTUGUESES!
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